Canal do Panamá e outros que têm importância estratégica para a economia

Por Flipar

O canal depende da água doce de lagos vizinhos para dar conta do seu gigantesco sistema de eclusas, que permite a passagem de grandes navios. Para o funcionamento normal, o canal precisa de 190 milhões de litros de água para que as embarcações possam flutuar.
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Mas as mudanças climáticas estão alterando o ciclo das chuvas e o nível de água baixou tanto que a Autoridade do Canal do Panamá precisou reduzir o número e o peso das embarcações que podem entrar no canal.
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O Canal do Panamá recebe em média 12 a 15 mil navios por ano, movimentando uma fatia essencial da economia global. As receitas anuais ultrapassam US$ 5 bilhões, bem acima dos antigos valores estimados em torno de US$ 1,7 bilhão.
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Com 82 km de extensão, o Canal do Panamá é rota vital para cargas como petróleo, veículos, carvão e alimentos, além de receber navios de passageiros. Pela via passam cerca de 5% a 6% do comércio mundial, reforçando sua importância logística.
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A história do canal remonta a 4 de maio de 1904, quando os Estados Unidos deram início à sua construção. A inauguração ocorreu dez anos depois, em 1914, e ele permaneceu por décadas sob o controle americano em época que a passagem entre os oceanos Atlântico e Pacífico representava uma prioridade econômica e geopolítica.
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O canal, que liga o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico, no país que fica mais ao sul da América Central, é considerado uma das grandes obras de engenharia, com as eclusas para elevação de navios.
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Assim como o Canal do Panamá, há outros canais de navegação de grande importância para o comércio internacional e para o turismo. Veja alguns que têm bastante relevância.
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Canal de Suez - Com 160 km de extensão, 170m de largura e 20m de profundidade, fica no Egito e liga o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho. Permite a navegação entre Europa e Ásia sem necessidade de contornar o sul da África.
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Muito importante para a economia mundial, pelo Canal de Suez passam cargas gigantescas de petróleo, minerais, carvão e alimentos, entre outros produtos.
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Estreito de Ormuz - Liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar da Arábia. Tem importância estratégica para a ligação de produtores de petróleo do Oriente Médio com os mercados da Ásia, Europa e América do Norte.
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Estreito de Malaca - Também é uma passagem marítima natural, entre os oceanos Índico e Pacífico. Tem 930 km de extensão. Na parte de largura mais estreita, fica a 2,7 km de Cingapura. Recebe 84 mil navios por ano, respondendo por 25% do comércio mundial. Patrimônio Mundial da Unesco.
reprodução lemarin.oueste-france.fr
Canal Welland - Inaugurado em 1931 para ligar o Lago Erie ao Lago Ontário, no Canadá, ele tem 45 km e passou a integrar o Canal Saint Lawrence Seaway quando este foi implantado, em 1959.
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Canal Meno-Danúbio - Fica na Alemanha e conecta os rios Danúbio e Meno, ambos ligados ao rio Reno. Permite o transporte fluvial entre a Romênia (Constança) e a Holanda (Roterdam).
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Canal de Midi - Inaugurado em 1681, é o mais antigo canal artificial da Europa ainda em funcionamento. Fica no Midi, na França, e tem 240 km entre Tolosa, no rio Garonne, e Sète, no Mar Mediterrâneo.
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Canal de Corinto - Criado em 1893, permitiu encurtar a viagem em 400 km entre as águas do Golfo de Corinto e Mar Egeu; Tem 6,3 km de extensão e 40m de profundidade. A largura de apenas 21m impede os maiores cargueiros.
Reprodução de video do site natgeo.pt/video

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