Menino sobrevive após passar a noite à deriva num caiaque: ‘Só via a luz da Lua’
Por Flipar
O caso aconteceu na Praia do Sudoeste, em São Pedro da Aldeia, e o menino foi localizado na madrugada seguinte em Arraial do Cabo, cerca de 12,6 km do ponto de partida.
Reprodução TV Globo
As buscas envolveram o Corpo de Bombeiros, a Marinha do Brasil, pescadores e moradores, que utilizaram drones, embarcações e jet skis na costa.
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Ao avistar um bombeiro em um jet ski, o garoto pediu ajuda e foi retirado da água, sendo levado a unidades de saúde, onde passou por exames sem necessidade de internação.
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O menino relatou que, durante as horas à deriva, estava muito escuro e ele ficou com medo, achando que ninguém conseguiria ajudá-lo na água agitada. "Eu só via a claridade da lua, tive que ficar parado e orar para Jesus me ajudar. Quando eu cheguei na areia, eu tava sozinho, comecei a agradecer". Para a família, um alívio indescritível após muita angústia.
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Casos de pessoas perdidas no meio de lagos ou mares chamam sempre atenção pelos limites que elas têm que enfrentar. O medo, a solidão, a necessidade de buscar a sobrevivência a qualquer custo. Veja outros casos impressionantes.
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Imagina ficar à deriva por 38 dias no Oceano Pacífico se alimentando apenas de carne de tartaruga e peixes crus. Foi exatamente o que aconteceu com Douglas Robertson e sua família, em 1972.
arquivo pessoal
A incrível história foi contada em um episódio da terceira temporada do podcast Que História!, da BBC News Brasil.
reprodução
A família planejou por quase 3 anos dar a volta ao mundo em um veleiro e chegaram a vender uma fazenda que tinham cidade inglesa de Leek para comprar Lucette, uma escuna de 13 metros de comprimento.
wikimedia commons The footpath to Leek by Malcolm Neal
Embarcaram na viagem: Douglas, Lyn, os filhos Anne, de 19 anos, Douglas, 18, e os gêmeos Sandy e Neil, de 10. Eles saíram no dia 27 de janeiro de 1971, de Falmouth, na Cornualha.
wikimedia commons EvaK
A família passou 18 meses viajando, tendo cruzado vários portos do Caribe e Bahamas. Lá, Anna conheceu um homem e decidiu ficar ? mal sabia ela que se livraria de um pesadelo.
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Depois, a família passou pela Jamaica, canal do Panamá, Galápagos, e fizeram uma travessia de 45 dias pelo Pacífico até as Ilhas Marquesas, na Polinésia Francesa.
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Em poucos minutos, Lucette tinha afundado por completo. Em um bote salva-vidas de 2 metros, a família conseguiu pegar um saco de cebolas, uma faca, uma lata de biscoitos, 10 laranjas, seis limões, foguetes de sinalização, anzóis e um diário de bordo.
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O pesadelo ficou ainda maior quando a família percebeu que eles sequer tinham uma bússola ou qualquer aparelho de navegação.
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Depois de muito perrengue tendo que comer carne crua de tartaruga e peixes-dourado, eles conseguiram ser resgatados por um barco pesqueiro japonês, no dia 23 de julho de 1972, após 38 dias perdidos no mar.
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Alguns anos depois, Douglas lançou o livro "A Última Viagem da Lucette", em que conta detalhadamente a história do naufrágio.
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No dia seguinte, já sem tempestade, a situação piorou: o motor do barco parou de funcionar, o rádio queimou e os amigos ficaram à deriva.