OMS: herbicidas usados em lavouras no Brasil podem ser cancerígenos

Por Flipar

A avaliação levou em conta evidências combinadas de pesquisas com animais, dados limitados em humanos e mecanismos biológicos associados ao desenvolvimento de câncer. A decisão reacendeu discussões sobre o uso de herbicidas na agricultura moderna.
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A atrazina é usada em diversas culturas, principalmente abacaxi, cevada, milho, soja e cana-de-açúcar. O composto permaneceu por décadas sem classificação definida quanto ao risco de provocar tumores por falta de evidências conclusivas.
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Antes disso, em 2015, o glifosato foi classificado pela IARC como ?provavelmente carcinogênico?. O herbicida é um dos mais utilizados no mundo e também no Brasil, especialmente no cultivo de soja, milho e algodão, o que fez da decisão um marco no debate global sobre agrotóxicos.
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Em ambos os casos, a IARC ressalta que a classificação indica perigo potencial, não o risco direto nas condições de uso autorizadas.
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Outros órgãos como Anvisa e Ibama, por sua vez, afirmam que mudanças só podem ocorrer após um processo formal de reanálise.
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Os especialistas são organizados em quatro grupos que analisam a exposição humana, a capacidade de provocar câncer em humanos e animais, e os mecanismos moleculares envolvidos.
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Desde 2003, diversos países da União Europeia já não fazem uso da atrazina por razões ambientais. O glifosato continua autorizado em vários países, mas passou por diversos processos de renovação e reavaliação regulatória ao longo dos anos.
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