Por Flipar
Diferentemente do açúcar refinado, ela passa por mínimo processamento, preservando parte dos minerais naturais da cana.
Entre seus pontos positivos, estão a presença de ferro, cálcio, potássio e magnésio, além de fornecer energia rápida. .
Por isso, historicamente, foi muito consumida por trabalhadores do campo, ajudando a repor calorias em jornadas longas e fisicamente exigentes
Por outro lado, a rapadura continua sendo rica em açúcar e deve ser consumida com moderação.
O excesso pode contribuir para ganho de peso, aumento da glicemia e problemas dentários, especialmente em pessoas sedentárias ou com diabetes.
O preparo tradicional da rapadura remonta aos antigos engenhos de cana. O caldo extraído é cozido lentamente em tachos, mexido até atingir o ponto certo e depois despejado em formas.
O resultado é um alimento simples, durável e de sabor intenso. A rapadura pode receber frutas, embora isso não seja o modelo mais tradicional, como acontece com a cocada.
Na forma clássica, a rapadura leva apenas caldo de cana concentrado. Quando entram frutas, o produto costuma ser chamado de rapadura com fruta ou doce de rapadura
Sua popularização no Brasil ocorreu ainda no período colonial, principalmente no Nordeste, onde se tornou parte da identidade cultural e alimentar.
Até hoje, é comum ser consumida pura, com farinha, amendoim ou acompanhando café.
O exemplo de João Marinho não transforma a rapadura em ?segredo da longevidade?, mas reforça uma ideia importante: hábitos tradicionais, quando inseridos em um estilo de vida equilibrado, podem coexistir com uma vida longa.
Ela leva água, malte, lúpulo, levedura e rapadura, usada como fonte de açúcar fermentável e responsável por notas de caramelo e melaço.