Por Flipar
Especialistas também apontam conexões culturais e espirituais, relacionando a estrutura a tradições hindus, como o chakravy?ha, associado a proteção e espiritualidade.
Os labirintos são símbolos universais que atravessam milênios, presentes em quase todas as grandes civilizações.
Diferente dos “mazes” (que buscam confundir com becos sem saída), o labirinto clássico é unicursal: um caminho único e sinuoso que inevitavelmente leva ao centro.
Essas estruturas surgiram na Antiguidade como construções simbólicas e rituais, muito antes de serem vistos apenas como jogos ou desafios de lógica.
Um dos exemplos mais antigos e famosos é o Labirinto de Creta, da mitologia grega, associado ao rei Minos e ao Minotauro.
Registros arqueológicos indicam que símbolos de labirintos também aparecem em gravuras rupestres pré-históricas, mosaicos romanos, culturas nórdicas, indígenas americanas e tradições asiáticas.
Em muitas culturas, os labirintos representam a jornada da vida, o caminho do autoconhecimento e o retorno ao centro, simbolizando morte e renascimento, prova e superação ou a busca pela verdade.
Na Idade Média, labirintos eram desenhados no piso de catedrais, como a de Chartres, na França, e funcionavam como uma peregrinação simbólica para fiéis que não podiam viajar a lugares sagrados.
Hoje em dia, os labirintos são utilizados em práticas meditativas, terapêuticas e educacionais, ajudando na concentração, no alívio do estresse e na reflexão pessoal.
Uma curiosidade: Localizado perto de Veneza, o labirinto Villa Pisani é considerado um dos mais difíceis do mundo. Diz a lenda que até Napoleão se perdeu nele.
Inaugurado em 2017, o Yancheng Dafeng Dream Maze, na China, é o maior labirinto do mundo, com uma extensão total de quase 10 mil metros e formato de um alce gigante.