Por Flipar
O evento ganhou simbolismo global porque o nascimento supera fragilidades biológicas e oferece um raro sinal de esperança contra o declínio populacional dessa espécie, cuja sobrevivência está em risco devido à perda de habitat e ao perigo de extinção
Pesquisadores analisaram fósseis de dentes desses gigantes (do gênero Protemnodon), encontrados em cavernas no monte Etna, que fica na região nordeste da Austrália.
O problema veio quando o clima mudou: a floresta diminuiu, o ambiente ficou mais seco e as estações do ano mais definidas.
Sem capacidade para migrar em busca de comida, os cangurus-gigantes não conseguiram sobreviver.
Isso os tornava mais lentos e menos adaptados para longas viagens, mas era útil em uma floresta cheia de comida.
Na época, as cavernas do Monte Etna funcionavam como armadilhas naturais para animais distraídos que caíam nelas sem perceber.
Ao analisar os fósseis encontrados nas cavernas, os pesquisadores descobriram que os cangurus-gigantes viveram ali entre 500 mil e 280 mil anos atrás.
Por serem mamíferos marsupiais, isso significa que as fêmeas carregam seus filhotes em uma bolsa até que eles estejam prontos para viver por conta própria.
Os cangurus-wallaby são menores e têm pernas mais curtas, o que os torna mais adequados para viver em florestas.
Herbívoros, os cangurus se alimentam de uma variedade de plantas, incluindo grama, folhas e frutas. Eles são animais sociais e vivem em grupos chamados de “motas”.
Por isso, os cangurus são importantes para o ecossistema australiano: eles ajudam a controlar a população de plantas e são uma fonte de alimento para outros animais, como dingos e aves.