Por Flipar
Ela tentava afastar a cobra e ia até o ninho para acolher os filhotes. Esse comportamento ilustra a intensa dedicação da fêmea em defender seus jovens.
Mesmo diante de um predador maior e inesperado, a ave não se intimidou. O vídeo foi postado pelo fotógrafo Leonardo Casadei nas redes sociais
Embora a serpente não tenha apresentado interesse direto nos filhotes, a presença dela foi suficiente para que a mãe intensificasse sua vigilância e ações de defesa, o que prova o instinto aguçado do pássaro.
Esse tipo de reação é um exemplo notável dos mecanismos naturais de proteção dos filhotes em ambientes selvagens nos quais a luta pela sobrevivência não para.
O Brasil tem 84 espécies de beija-flor. Delas, 16 são endêmicas, ou seja, só existem aqui. E a menorzinha é o topetinho-vermelho, cujo nome científico é Lophornis magnificus. Com no máximo 6,8 cm já registrados, a ave tem beleza notável.
O topetinho-vermelho habita florestas subtropicais ou tropicais de baixa altitude e só existem no Brasil. Na foto, um beija-flor da espécie fotografado no Parque Nacional do Itatiaia, no Sul do estado do Rio de Janeiro. Além do ‘topete’, ele também tem o bico vermelho.
Pouca gente sabe, mas os beija-flores guardam significados fascinantes que mudam conforme as diversas culturas.
Essas aves coloridas, além de serem belas, atraem a atenção por esconderem muitos segredos. Veja agora no FLIPAR!
De acordo com várias crenças ao longo da história, a presença desses pássaros podem ter significados variados.
Em diversas civilizações, os beija-flores são considerados seres muito especiais, com histórias envolventes e lendas sobre suas cores vivas e poder hipnótico.
Para alguns, eles representam uma ligação com o divino e com almas que já se foram, enquanto para outros, também são símbolos de boa sorte e presságios.
Em muitas culturas, acredita-se que quando um beija-flor se aproxima ou fixa o olhar em alguém, é um sinal de que essa pessoa precisa se livrar de energias negativas.
Segundo a cultura dos Maias, ao concluírem a criação do universo, os deuses perceberam que esqueceram algo crucial: criar um ser responsável por levar seus desejos e pensamentos de um lugar para outro, uma espécie de mensageiro.
Na visão dos maias, os beija-flores são como mensageiros que levam os desejos e pensamentos dos seres humanos e dos deuses de um lugar para outro. Além disso, simbolizam alegria, cura e capacidade de se adaptar.
Ao perceberem que estavam sem milho e argila ? materiais que usaram para criar outros seres ? os deuses teriam encontrado um pedaço de jade e o esculpiram como uma pequena flecha.
Reza a lenda que esse pedaço de jade ganhou vida e transformou-se em um beija-flor (?oxts’unu’um? na língua maia).
Desde então, esse pássaro se tornou muito respeitado pelos maias e passou a ser considerado um ser poderoso.
A história conta que a delicadeza dessa ave a permitia chegar perto das flores sem mexer uma única pétala, e suas penas brilhavam com todas as cores do arco-íris.
Não importa de onde venha a história, a presença de um beija-flor está sempre associada a uma mensagem positiva e energia pura, promovendo cura e equilíbrio equilibrada.
Na perspectiva dos maias, quando um desses pássaros aparece, significa que um ente querido falecido está pensando naquela pessoa. Quando o pássaro é visto logo após a morte de alguém, isso indica que a pessoa está em paz.
Até por essa razão, os beija-flores nunca foram mantidos como aves cativas pelos seres humanos.
Já na cultura Inca, os beija-flores não só entregavam mensagens dos deuses, mas também transportavam os votos positivos e pensamentos de outras pessoas.
Caso alguém desejasse boa sorte a outra pessoa, o beija-flor ?pegava? esse desejo e levava até ela.
De acordo com a cultura guarani, o beija-flor atua como guia para os santos falecidos. Segundo essa tradição, a ave tem a responsabilidade de levar as almas que pousam em uma flor para o céu.
Na Bíblia, segundo o livro de Gênesis, Deus fez os animais que vivem nas águas e no ar, entre eles o beija-flor, visto como o mensageiro do céu que incentiva as pessoas a seguir em frente e deixar o passado para trás.
Na cultura Asteca, os beija-flores eram considerados guerreiros corajosos em vida, devido ao seu pequeno tamanho, mas grande força e energia para voar.
Por essa razão, o beija-flor tornou-se o símbolo de Huitzilopochtli, o deus da guerra, devoção solar e padroeiro dos astecas. Veja outras curiosidades sobre o beija-flor!
O coração de um beija-flor bate de 500 a 700 vezes por minuto quando está descansando, mas quando está ativo, pode bater até 1.200 vezes por minuto.
Por gastarem tanta energia, os beija-flores precisam comer quatro a cinco vezes o seu próprio peso. Eles gostam especialmente de flores com formato tubular, principalmente as vermelhas ou amarelas.
A expectativa de vida de um beija-flor gira em torno de 12 a 18 anos.
Capazes de bater as asas 200 vezes por segundo, os beija-flores também conseguem voar para trás ou ficar parados no ar e atingir velocidades de 70 km/h a até 130 km/h durante a época de reprodução.
Por conta da sua rapidez impressionante, os nativos americanos veem o beija-flor como o mensageiro e guardião do tempo, porque nenhum outro animal consegue bater as asas tão rápido quanto ele.