Por Flipar
O alvo de tratamento também ficou mais rígido: todos os hipertensos devem manter a pressão abaixo de 13 por 8, padrão alinhado às diretrizes internacionais.
A intenção é reduzir complicações como infarto, AVC e insuficiência renal.
A diretriz indica ainda adaptações do Sistema Único de Saúde (SUS), como, por exemplo, priorizar medicamentos já disponíveis na rede.
Outro trecho tem diretrizes para fases de vulnerabilidade feminina, como o acompanhamento a longo prazo necessário para quem teve hipertensão durante a gravidez.
Também passa a ser recomendado medir a pressão antes da prescrição de anticoncepcionais.
O documento reforça a importância de controle de peso, redução de sal, alimentação saudável e prática de atividade física regular.
Uma das recomendações inclui a chamada “Dieta DASH”, rica em potássio, cálcio, magnésio e fibras.
Frutas, verduras, laticínios magros (produtos derivados do leite), cereais integrais e carnes magras são recomendados.
Por outro lado, gorduras saturadas, carnes gordurosas, grãos refinados e açúcar são desaconselhados pelo documento.
Com a nova classificação, o desafio agora passa a ser transformar essas recomendações em prática clínica, especialmente no SUS, onde estão a maioria dos pacientes.