Por Flipar
A tradição enfrenta uma crescente oposição por parte de ativistas pelos direitos dos animais e de uma parcela da sociedade que a considera cruel e desnecessária.
Ao longo do século 17, a tauromaquia se profissionalizou na Espanha com a criação de regras e técnicas específicas.
No século 19, foi a chamada “Idade de Ouro” da tourada, com o surgimento de toureiros lendários como “Lagartijo” (foto) e “Frascuelo” .Já ao longo do século 20, a popularidade da tourada declina em alguns países, enquanto se mantém forte em outros.
Na América Latina, ainda são realizadas touradas no México, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador e Bolívia. Algumas regiões dos Estados Unidos, como a Califórnia, também mantêm a prática. No Japão, existe tourada, mas de outro jeito: é uma disputa entre touros.
Na França, as touradas foram reconhecidas como parte do Patrimônio Cultural e Imaterial do país, de acordo com a Convenção da UNESCO para proteger o patrimônio cultural.
Entre os argumentos a favor das touradas, estão a manutenção da tradição cultural, a defesa da expressão artística e a geração de renda e turismo para as regiões onde a atividade é praticada.
Já quem contraria a prática cita a crueldade e o sofrimento imposto aos animais, a proibição crescente em diversos países, além de considerarem a prática ultrapassada e bárbara.