Por Flipar
Preocupados com a iminente perda, cientistas agiram rapidamente para coletar e preservar amostras da pele do animal em nitrogênio líquido.
A pesquisa foi conduzida por equipes da Espanha e da França, que empregaram a transferência nuclear de células somáticas (TNCS) ? a mesma técnica utilizada no caso da ovelha Dolly.
Centenas de embriões clonados foram produzidos durante o experimento, mas apenas um conseguiu chegar ao fim da gestação.
Apesar de ter vindo ao mundo com vida, o animal apresentava dificuldades respiratórias e faleceu poucos minutos após o nascimento.
A necropsia indicou que a causa da morte foi uma deformidade nos pulmões, o que comprometeu a oxigenação.
“Todos os órgãos pareciam normais, exceto os pulmões”, destacou outro trecho da publicação.
Mesmo com o insucesso, o experimento marcou a primeira clonagem de uma espécie extinta, abrindo caminho para pesquisas em conservação genética, como projetos recentes com o lobo terrível.
O bucardo, porém, entrou para a história como o único animal “extinto duas vezes”: pela ação humana e, depois, pela ciência.
O bucardo foi uma subespécie de cabra-selvagem que habitava as montanhas dos Pireneus, entre a França e a Espanha.
O bucardo era uma das quatro subespécies de íbex ibérico, mas tornou-se extremamente raro ao longo do século 20, principalmente devido à caça excessiva e à perda de habitat.