Único animal declarado extinto duas vezes virou símbolo da ciência

Por Flipar

Preocupados com a iminente perda, cientistas agiram rapidamente para coletar e preservar amostras da pele do animal em nitrogênio líquido.

Wikimedia Commons/ Benjamín Núñez González

A pesquisa foi conduzida por equipes da Espanha e da França, que empregaram a transferência nuclear de células somáticas (TNCS) ? a mesma técnica utilizada no caso da ovelha Dolly.

Domínio Público/Wikimédia Commons

Centenas de embriões clonados foram produzidos durante o experimento, mas apenas um conseguiu chegar ao fim da gestação.

Reprodução de vídeo TV Globo

Apesar de ter vindo ao mundo com vida, o animal apresentava dificuldades respiratórias e faleceu poucos minutos após o nascimento.

Divulgação/Governo de Aragon

A necropsia indicou que a causa da morte foi uma deformidade nos pulmões, o que comprometeu a oxigenação.

Wikimedia Commons/JM Ligero Loarte

“Todos os órgãos pareciam normais, exceto os pulmões”, destacou outro trecho da publicação.

Wikimedia Commons/Jose Miguel Pintor Ortego

Mesmo com o insucesso, o experimento marcou a primeira clonagem de uma espécie extinta, abrindo caminho para pesquisas em conservação genética, como projetos recentes com o lobo terrível.

Reprodução de vídeo TV Globo

O bucardo, porém, entrou para a história como o único animal “extinto duas vezes”: pela ação humana e, depois, pela ciência.

Flickr - rjime31

O bucardo foi uma subespécie de cabra-selvagem que habitava as montanhas dos Pireneus, entre a França e a Espanha.

Wikimedia Commons/iNaturalist

O bucardo era uma das quatro subespécies de íbex ibérico, mas tornou-se extremamente raro ao longo do século 20, principalmente devido à caça excessiva e à perda de habitat.

Wikimedia Commons/ EnRutx

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