Por Flipar
Os abadás surgiram no início da década de 1990. Antes disso, as pessoas que participavam dos blocos de rua usavam fantasias tradicionais, como pierrôs, piratas, marinheiros e caretas.
No início dos anos 1990, o designer e carnavalesco Pedrinho da Rocha, o músico Durval Lelys, da Banda Asa de Águia, e o Bloco Carnavalesco Eva lançaram um novo tipo de fantasia para substituir as antigas mortalhas.
Essa nova fantasia era uma camiseta de algodão, com o logotipo do bloco estampado.
Originalmente, os abadás eram brancos e tinham uma ligação com os capoeiristas.
O nome “abadá” tem origem na palavra árabe “abad”, que significa “escravo”. A palavra foi trazida para o Brasil pelos africanos escravizados, e passou a ser usada para caracterizar a roupa usada pelos capoeiristas.
Também é uma forma de expressão cultural e artística, já que os abadás costumam ser estampados com cores, desenhos e frases que representam a cultura do bloco ou camarote.
Os abadás não são apenas peças de roupa, mas também funcionam como ingressos para os blocos carnavalescos. Ao adquirir um abadá, os foliões garantem o acesso aos desfiles dos trios elétricos e outras atrações.
Outra tendência que tem aparecido entre os famosos são os abadás com franjas ou fitas. Alguns ainda adicionam miçangas ou paetês.