Por Flipar
Trata-se do Deserto de Taklamakan, na China, um dos lugares mais áridos do mundo.
Ao longo das décadas, o lugar se tornou um m polo de aquicultura marinha por meio de tecnologias avançadas. Mas como isso aconteceu?
O deserto, cujo nome significa “lugar sem retorno”, agora abriga lagoas artificiais que produzem toneladas de frutos-do-mar, como garoupas e camarões.
Para viabilizar o projeto, engenheiros utilizam água de aquíferos salinos e a tratam quimicamente para replicar a composição da água do mar.
A iniciativa visa reduzir a dependência chinesa de importações e da pesca em alto-mar, fornecendo peixe fresco diretamente para as populações do interior do continente.
Em 2024, a produção já alcançava quase 200 mil toneladas de frutos-do-mar.
No entanto, a iniciativa também desperta preocupações sobre sustentabilidade, já que o deserto recebe pouquíssima chuva e seus aquíferos só se renovam lentamente.
O Deserto de Taklamakan ocupa a maior parte da Bacia de Tarim, cobrindo aproximadamente 337 mil km².
Ele é cercado por algumas das cadeias de montanhas mais altas da Terra, incluindo o Kunlun ao sul, o Pamir a oeste e o Tian Shan ao norte.
É essa barreira geográfica que impede a chegada de umidade e resulta em um clima hiperárido, onde a precipitação média anual raramente ultrapassa os 10 milímetros em seu núcleo.
As condições ambientais no Taklamakan são marcadas por oscilações térmicas brutais. As temperaturas podem despencar para 20°C no inverno, enquanto no verão ultrapassam facilmente os 40°C.
Durante a Rota da Seda, devido à impossibilidade de atravessar o centro do deserto, as caravanas de comércio contornavam suas bordas norte e sul, parando em cidades-oásis como Kashgar, Hotan e Turpan.