Metade eram mulheres: exposição sobre samurais desmistifica imagem dos icônicos guerreiros japoneses

Por Flipar

A mostra destaca ainda que as mulheres compunham metade da classe dos samurais e, embora raramente lutassem, eram pilares essenciais da ordem de elite.

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Os samurais surgiram no Japão feudal entre os anos 1100 e 1600, quando eram contratados por famílias ricas como seguranças particulares.

Artista descoinhecido/Wikimédia Commons

Com o tempo, os samurais se tornaram a elite militar e política do país, servindo a senhores conhecidos como daimy?.

Kusakabe Kimbei/Wikimédia Commons

O coração da identidade desses guerreiros era o Bushido, ou “Caminho do Guerreiro”, um código de conduta rigoroso que valorizava a lealdade absoluta ao senhor feudal, a coragem, a honra e a autodisciplina.

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Um ponto central de sua filosofia era a visão da morte: preferiam o suicídio ritual, o seppuku, a enfrentar a desonra ou a captura.

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Aqueles que perdiam seu mestre e vagavam sem clã eram conhecidos como ronin, figuras frequentemente romantizadas na literatura e no cinema como heróis solitários ou mercenários.

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Já no início do século 20, sob pressões políticas e coloniais, a imagem do samurai foi manipulada para fortalecer a identidade nacional japonesa.

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Algumas das principais obras da cultura pop que retratam samurais incluem o filme “Os Sete Samurais”, de 1954, o anime “Rurouni Kenshin” (ou “Samurai X”) e a série de TV “Xógum: A Gloriosa Saga do Japão“, de 2024.

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