Por Flipar
O lago foi descoberto em 2021, mas, na época, os pesquisadores não tinham os equipamentos necessários para medir suas dimensões com precisão.
Somente em 2024, com apoio da Fundação Neuron, foi possível fazer a medição completa, e por isso o lago recebeu o nome da instituição.
Inicialmente, a equipe tentou medir o local com um medidor a laser comum, mas não deu certo porque a distância era maior do que o limite de 100 metros que o aparelho alcançava.
Em seguida, com o uso de drones e da tecnologia LIDAR, eles conseguiram mapear toda a área ao redor do lago.
Ao investigar, encontraram um abismo com mais de cem metros de profundidade, que levava a um sistema de cavernas com águas termais.
?É algo que pode ter um impacto enorme na compreensão dos ecossistemas subterrâneos e dos processos geológicos?, destacou Marek Audy, especialista em espeleologia (ciência que estuda cavidades como cavernas e grutas).
Em entrevista ao National Geographic CZ, Audy afirmou que o grupo quer voltar ao local futuramente para descobrir ainda mais.
?Queremos observar outras partes da caverna, aprender mais sobre a geologia e a biologia desta área?, disse.
A divisa entre a Albânia e a Grécia é uma área marcada por conflitos políticos que já duram mais de cem anos, o que limita bastante o trabalho de cientistas e exploradores em geral.
A fronteira tem aproximadamente 282 km de extensão e atravessa várias regiões montanhosas e vales, sendo um ponto de conexão entre os Bálcãs e o Mediterrâneo.
A região tem uma longa história de disputas. Durante a Guerra dos Bálcãs (1912-1913) e a Primeira Guerra Mundial, houve mudanças territoriais e disputas entre os dois países.
Na Segunda Guerra Mundial, a Albânia, ocupada pela Itália, foi usada como base para a invasão da Grécia em 1940, resultando na Guerra Greco-Italiana.
Atualmente, a Grécia é um dos principais parceiros econômicos da Albânia, e ambos os países são membros da OTAN, colaborando em diversas áreas.