Joni Mitchell: cinebiografia da cantora terá Meryl Streep no papel principal

Por Flipar

Em entrevista ao site ?Ultimate Classic Rock?, o diretor explicou que a proposta é retratar a história da cantora de forma pessoal e direta, sob o ponto de vista da própria artista, destacando o caráter cinematográfico de sua música.

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Joni Mitchell já expressou ter reservas quanto à representação de sua vida no cinema. Em 2014, por exemplo, ela rejeitou uma proposta de cinebiografia que seria protagonizada por Taylor Swift por considerar que a cantora pop americana não tinha conhecimento da sua obra.

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Joni Mitchell, nome artístico de Roberta Joan Anderson, nasceu em 7 de novembro de 1943, na cidade de Fort Macleod, na província de Alberta, no Canadá. 

Reprodução do Instagram @jonimitchell

Na infância, ela contraiu poliomielite, doença que a deixou hospitalizada por semanas e afetou os movimentos de sua mão esquerda. 

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Antes mesmo de alcançar reconhecimento como intérprete, ela destacou-se como compositora, tendo suas canções gravadas por artistas como Judy Collins, Tom Rush e Crosby, Stills, Nash e Young. 

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Músicas como ?Both Sides, Now?, ?Chelsea Morning? e ?Woodstock? tornaram-se sucessos na voz de outros intérpretes, contribuindo para consolidar sua reputação como compositora talentosa.

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Em 1968, lançou seu álbum de estreia, ?Song to a Seagull?, produzido por David Crosby. O disco apresentou ao público uma artista de estilo singular, com letras confessionais, poéticas e fortemente ligadas às experiências pessoais. 

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No ano seguinte, veio ?Clouds?, que lhe rendeu seu primeiro Grammy e ampliou sua projeção internacional. 

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Ao longo do início dos anos 1970, Joni Mitchell consolidou-se como uma das principais vozes do folk e da música autoral, lançando trabalhos marcantes como ?Ladies of the Canyon? e ?Blue?. 

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Lançado em 1971, ?Blue? é frequentemente citado por críticos como um dos álbuns mais importantes da história da música popular, devido à intensidade emocional e à franqueza com que a artista abordou temas como amor, solidão e vulnerabilidade.

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Na segunda metade da década de 1970, Mitchell passou por uma transformação artística significativa. Interessada em expandir seus horizontes musicais, aproximou-se do jazz e de músicos ligados ao gênero, como Jaco Pastorius, Wayne Shorter e Herbie Hancock. 

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Essa fase resultou em álbuns como ?Court and Spark?, ?The Hissing of Summer Lawns?, ?Hejira? e ?Mingus?, nos quais combinou estruturas sofisticadas, harmonias complexas e letras reflexivas. 

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Nos anos 1990, a cantora viveu um período de revalorização crítica. O álbum ?Turbulent Indigo?, lançado em 1994, marcou um retorno à escrita mais introspectiva e rendeu a ela novos prêmios, incluindo o Grammy de Álbum do Ano. 

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Em seguida, ?Taming the Tiger? reafirmou sua capacidade de se reinventar. Paralelamente, sua obra passou a ser redescoberta por novas gerações de músicos e ouvintes, influenciando artistas de diferentes estilos, do folk ao pop e ao jazz.

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Além da música, Joni Mitchell sempre manteve uma relação profunda com as artes plásticas. Ela é responsável por muitas das capas de seus próprios discos, nos quais costuma retratar personagens, paisagens e autorretratos ligados às fases de sua vida. 

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Ao longo da carreira, a artista recebeu inúmeros reconhecimentos. Foi introduzida no Rock and Roll Hall of Fame em 1997 e no Canadian Music Hall of Fame, além de ter acumulado 11 prêmios Grammy, o último deles em 2026 na categoria  Melhor Álbum Histórico para ?Joni Mitchell Archives ? Volume 4: The Asylum Years (1976?1980)?. 

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A saúde de Joni Mitchell enfrentou desafios importantes nas últimas décadas. Em 2015, ela sofreu um aneurisma cerebral que a afastou temporariamente da vida pública e exigiu um longo período de recuperação. 

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Com o apoio de amigos, familiares e colaboradores, voltou gradualmente a participar de eventos musicais e, a partir de 2022, surpreendeu o público ao retornar aos palcos em apresentações selecionadas, demonstrando resiliência e paixão contínua pela arte.

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