Por Flipar
Pesquisadores da Universidade de Barcelona analisaram 12 peças datadas entre o fim do quinto e o início do quarto milênio antes de Cristo e identificaram intervenções deliberadas, como o corte preciso da ponta para formar um bocal.
Testes de sopro indicaram controle de timbre e emissão estável de som, sugerindo uso em minas e povoados neolíticos. A repetição do padrão reforça que não se tratava de item decorativo, mas artefato planejado para comunicação e organização coletiva.
Quem costuma ir à praia, aliás, deve encontrar muitas conchas e nem imagina a importância desses elementos para o ecossistema. Afinal, elas contribuem para que moluscos e até mesmo caranguejos-eremitas encontrem uma superfície protetora.
Além disso, as conchas podem aparecer em bijuterias, anéis e colares e tem valor místico. É, portanto, um elemento marítimo que representa o prazer, a prosperidade e a sorte.
Retirar as conchas do mar pode causas um efeito dominó e acarretar em prejuízos ao ecossistema. O carbonato de cálcio, presente nas conchas, é depositado pelos moluscos. Algo que evita que os animais recorram a materiais contaminados.
Por serem compostas por carbonato de cálcio (CaCO3), as conchas também devolvem esse material ao oceano, permitindo que ele seja “reciclado”, na prática.
É justamente esse o composto que dá forma ao esqueleto de muitas espécies marinhas. Ou seja, elas são um recurso importante e devem ser encaradas dessa forma.
A partir de um estudo publicado na revista Plos One, em 2014, uma triste realidade veio à tona. Estima-se que 60% das conchas já desapareceram da praia de Llarga, que fica na Espanha.
Por outro lado, pesquisadores também notaram que o inverno era o período do ano em que elas eram encontradas em maior número. Isso indica a relação entre a disposição delas pela local e o fluxo de turistas na praia
Existem muitos locais ao redor do mundo em que essa prática de retirar as conchas, pedras e areia é proibida justamente por terem a visão da importância desses elementos marítimos.
Um deles é o Reino Unido, que veda a retirada de material de qualquer praia pública. Além disso, há países que punem essa ação com multa e até prisão.
No Brasil, por exemplo, é proibido comercializar peças de artesanato com corais. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) também orienta que a coleta de conchas, pedras, estrelas do mar e ouriços seja evitada em todas as praias do país.
Apesar dessas orientações, muitos ignoram, e até mesmo colocam a vida em risco ao tentar contato direto com conchas ou espécies marinhas como o ouriço-do-mar. Este animal está associado a muitos incidentes nas praias.
A concha pode ser entendida como uma carapaça protetora de animais marinhos de corpo mole, como os moluscos. Ela também é formada por nácar, uma mistura orgânica de camadas de bifes (uma escleroproteína),
Ela é seguida de uma capa intermediária de calcite ou aragonite e, por último, uma camada de carbonato de cálcio cristalizado. De uma maneira geral, a concha confere resistência aos organismos e serve como ponto de inserção de seus músculos.
Os moluscos são um dos tipos de organismos calcificadores, pois produzem estruturas calcificadas, como as conchas. Estas são feitas de um composto chamado carbonato de cálcio.
Para formá-las, o corpo do molusco secreta substâncias que contêm esse elemento, que endurecem e formam suas camadas. Conforme o animal cresce, elas também aumentam de tamanho, para acomodar seu corpo.
Elas costumam se organizar de várias formas, visto que lesmas e tritões possuem uma concha única em forma de cone, sendo chamados de moluscos univalves.