Por Flipar
Por ser considerado um aquífero, o Hamza é uma formação geológica que armazena e transporta água por meio de camadas porosas, sem um canal definido.
O Hamza foi descoberto durante a pesquisa de doutorado de Elizabeth Pimentel, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), e recebeu o nome em homenagem ao geofísico e hidrogeólogo Valiya Mannathal Hamza, seu orientador.
O Hamza apresenta características de um curso d?água: tem nascente e foz, vazão e diferentes velocidades.
Sua nascente provavelmente fica no Acre, alimentada por águas infiltradas dos rios da Bacia Amazônica e pelas chuvas.
Ele percorre uma extensão semelhante a do rio Amazonas, cerca de 6 mil km, com largura variável entre 1 e 60 km, dependendo das bacias sedimentares.
Há também dúvidas quanto à metodologia usada, baseada em evidências indiretas.
Se confirmado, o Hamza poderia alterar a compreensão do balanço hídrico da Amazônia e sua influência no Atlântico.
Mais de uma década depois, o Hamza ainda é considerado uma hipótese científica não comprovada, por falta de validação independente e estudos aprofundados.
Mesmo assim, sua proposta despertou grande interesse pela hidrogeologia profunda da Amazônia.
Considerado também o maior rio do mundo em volume de água, o rio Amazonas nasce nos Andes peruanos e percorre países como Peru, Colômbia e principalmente o Brasil, até desaguar no Oceano Atlântico.
Sua bacia hidrográfica é a maior do planeta, abrangendo mais de sete milhões de quilômetros quadrados.
Além disso, o rio Amazonas abriga uma imensa diversidade de espécies animais e vegetais, sendo essencial para o equilíbrio ecológico da Amazônia.