Por Flipar
De acordo com um levantamento realizado pela empresa de marketing digital Semrush, divulgado em 2024, o Brasil ocupa a 4ª posição no ranking de países que mais utilizam o ChatGPT de forma geral, ficando atrás apenas dos EUA, Índia e Indonésia.
Essas pessoas têm buscado alternativas práticas e acessíveis para lidar com questões relacionadas à saúde mental.
Um exemplo veio da influenciadora brasileira Sarah Costa, que detalhou em seu TikTok como utiliza o ChatGPT para sessões de terapia.
Segundo a influencer, ela configurou o sistema para reconhecer comandos de voz e responder em português, criando uma experiência similar a uma conversa.
Além disso, Sarah mencionou que autorizou o ChatGPT a fazer perguntas para tornar a terapia mais completa, além de pedir que o atendimento fosse mais “humanizado”.
?Simplesmente fiz uma das melhores sessões de TCC (Terapia Cognitivo Comportamental) da minha vida, vocês não têm noção”, opinou a brasileira.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), antes da pandemia, aproximadamente 71% das pessoas ao redor do mundo que sofriam de transtornos mentais não tinham acesso a tratamentos ou qualquer tipo de acompanhamento.
?A ausência deste esclarecimento leva a busca por terapias alternativas e a busca por terapia por chatbot acompanha esse movimento. Além disso, existe toda uma aura de novidade e próprio sucesso do ponto de vista recreativo destas ferramentas?, esclareceu.
Embora o uso de plataformas de IA para fins terapêuticos tenha ganhado destaque recentemente, a ideia não é nova. Nos anos 1960, por exemplo, foi desenvolvido um sistema (“Eliza”) que tentava imitar um psicoterapeuta.
?Ser ouvido por alguém que potencialmente já passou ou poderia passar por algo semelhante ao que você vivencia faz diferença e pode inclusive ser uma dos motores do processo psicoterapêutico em algumas abordagens”, acrescentou o especialista.
Segundo ele, “uma IA jamais poderá sentir aquilo que apenas o corpo humano sente e tão logo, por mais que se pareça empática, não será de maneira fundamental?.
No fim das contas, apesar de avanços, o uso de IA em atendimentos terapêuticos ainda carece de debates e regulamentações específicas, tanto no Brasil quanto internacionalmente.