Por Flipar
Esses equinodermos possuem espinhos característicos e vivem em fundos rochosos. Além de desempenharem papel ecológico, também são apreciados na culinária, especialmente em países mediterrâneos.
As moedas datavam do século III e estavam acompanhadas de uma travessa de ouro maciço. Portanto, tratava-se de um achado raríssimo para a arqueologia e para a história da Roma Antiga.
Em 1986, ano seguinte à descoberta, jornais locais tornaram público o assunto e a gendarmaria francesa (força militar com funções de polícia civil) iniciou uma grande investigação. Dessa maneira, o episódio deixou de ser apenas curiosidade e virou caso policial.
Na década seguinte, 78 moedas foram recuperadas e os envolvidos multados. Contudo, grande parte do tesouro já havia desaparecido. Hoje, a Interpol rastreia peças identificadas em catálogos de leilões internacionais.
Enquanto o caso continua vivo mesmo décadas após a descoberta, os ouriços-do-mar seguem sendo iguarias apreciadas. Seu sabor delicado é comparado ao do mar concentrado em pequenas porções.
Além disso, podem ser confundidos com outro animal popular no Brasil: a bolacha-da-praia. Tanto que são considerados parentes próximos, embora criaturas diferentes.
O ouriço-do-mar é um animal fascinante que desperta curiosidade por suas características únicas. Embora seja comum em diversos lugares, ele apresenta aspectos que o diferenciam de outros seres marinhos.
Sua reprodução ocorre de forma indireta e externa. As fêmeas desse animal têm grandes gônadas que soltam gametas reprodutores no ambiente, onde ocorre a fecundação. Em seguida, as larvas se alimentam sozinhas para se desenvolverem até a fase adulta, mostrando um ciclo de vida peculiar.
O sistema digestivo do ouriço-do-mar é bem curioso. Inclui a ?lanterna de Aristóteles?, um aparelho bucal que raspa algas nas rochas. Dessa forma, ele consegue separar alimento de sedimentos, garantindo nutrição eficiente.
Os ouriços-do-mar pertencem à classe Echinoidea, dentro dos equinodermos. Além deles, existem pepinos-do-mar (Holothuroidea) e estrelas-do-mar (Asteroidea), cada grupo com adaptações próprias para sobreviver em diferentes ambientes.
Há milhares de espécies de ouriços-do-mar espalhadas pelo planeta. No entanto, por serem invertebrados lentos, enfrentam desafios constantes no ambiente marinho, tornando-se presas fáceis para lontras e estrelas-do-mar.
Quando não há controle, os ouriços podem causar desequilíbrios. Um exemplo é a superpopulação de ouriços-roxos na Califórnia, que reduziu drasticamente as florestas de algas, afetando todo o ecossistema.
Esses animais se alimentam de algas e restos orgânicos, atuando como herbívoros e detritívoros. Assim, eles realizam a remineralização de substâncias, devolvendo nutrientes à cadeia alimentar.
Além dos espinhos, algumas espécies possuem veneno. O ouriço-flor é considerado o mais letal, capaz de causar convulsões e choque anafilático em humanos, enquanto o Echinometra lucunter, no Brasil, também apresenta toxinas defensivas.
Pesquisas revelaram que o ouriço-do-mar possui células sensíveis à luz nos pés ambulacrários. Dessa forma, ele detecta iluminação e busca refúgio em locais escuros, reforçando sua estratégia de proteção contra predadores.
Uma das curiosidades mais marcantes é que o ouriço-do-mar pode viver mais de 200 anos em seu hábitat natural. Contudo, espécies tropicais têm vida mais curta, chegando a cerca de cinco anos, o que mostra a diversidade dentro do grupo. Quando morre ele perde os espinhos.