Por Flipar
O equipamento realizou quatro voos curtos sobre um tripé alegórico, mas, segundo a Anac, o transporte de pessoas é “expressamente proibido” pelo regulamento RBAC E nº 94. Ele também impõe distância mínima de segurança.
A escola, que terminou em décimo no Grupo Especial do Rio de Janeiro, tem dez dias para prestar esclarecimentos técnicos sobre o aparelho e a operação.
Apesar da décima colocação, a centenária Portela é a maior campeã do Carnaval do Rio de Janeiro, com 22 títulos. Conheça a história da azul e branca de Oswaldo Cruz e Madureira.
Originalmente, em 1923, a escola foi fundada como um bloco carnavalesco, chamado ?Conjunto Carnavalesco Oswaldo Cruz?, por um grupo de moradores do bairro, incluindo Paulo da Portela.
Inspirada na Bandeira do Sol Nascente, que o Japão utilizava até o fim da Segunda Guerra Mundial, a bandeira definitiva da Portela foi criada em 1931 por Antônio Caetano, um desenhista da Marinha e um dos fundadores da escola.
Em 2017, a Portela quebrou um jejum de 33 anos e voltou a vencer, dessa vez com o enredo ?Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar??, em homenagem aos rios do Brasil.
A Portela é uma escola com um forte apelo social. A escola constantemente se posiciona contra as desigualdades e a discriminação, sendo uma importante voz da comunidade negra e periférica do Rio de Janeiro.
Outro samba-enredo muito conhecido é “Lendas e Mistérios da Amazônia”, de 1970, que abordava temas relacionados aos povos nativos, folclores e lendas da Amazônia. O mesmo samba foi trazido de volta em 2004.
Em 2023, a escola completou 100 anos de existência e levou o enredo “O azul que vem do infinito” para a avenida. O tema percorreu a trajetória gloriosa da escola e homenageou grandes nomes, ficando na quarta posição.