Por Flipar
O desfile homenageou, ainda em vida, Moacyr da Silva Pinto, o Mestre Ciça, comandante da bateria da escola.
A passagem da escola foi marcada por surpresas desde a comissão de frente, que contou a infância de Ciça no samba e incluiu a aparição inesperada do próprio homenageado, que se revelou no meio da coreografia e reviveu seus tempos de passista.
A emoção tomou conta do público e integrantes, com muitos deles inclusive atravessando a avenida em lágrimas.
Nascido no Rio de Janeiro, em 20 de Julho de 1956, Mestre Ciça construiu uma vida inteira dedicada ao samba e ao carnaval.
Sua caminhada começou em 1971, quando desfilou como passista e ritmista da então Unidos de São Carlos, que anos depois passou a se chamar Estácio de Sá.
Foi pela Estácio que ele assumiu, pela primeira vez, a liderança de uma bateria, dando início à carreira como mestre, em 1989.
Em 1992, pela Estácio, Ciça conquistou seu primeiro título de campeão do Grupo Especial, com o enredo ?Paulicéia Desvairada – 70 Anos de Modernismo”.
Mais tarde, consolidou seu nome na Viradouro, escola na qual atuou como diretor de bateria entre 1999 e 2009.
Ele também passou por escolas como União da Ilha do Governador, Acadêmicos do Grande Rio e Unidos da Tijuca.
O retorno triunfal para a Viradouro rendeu a Ciça os campeonatos de 2020 e 2024, além do de 2026.
Com mais de meio século de dedicação ao carnaval, Mestre Ciça define o momento atual como especial.
?A sensação é de reconhecimento, de emoção […] ser homenageado no maior carnaval do mundo, que é o do Rio de Janeiro, estou vivendo um momento único?, disse ele em janeiro.
Conhecido pelo perfil discreto, Ciça também recebeu o apelido de ?mestre dos mestres? do carnaval, dado pelos próprios ritmistas.