Por Flipar
E o virologista ainda foi além: em seu blog, ele disponibilizou instruções detalhadas para reproduzir a chamada ?cerveja vacinal?.
O conjunto de dados reúne tanto experimentos em camundongos quanto relatos de autoexperimentação humana.
O virologista defende que a bebida poderia ser classificada como alimento ou suplemento, já que as leveduras utilizadas são amplamente consideradas seguras para consumo humano.
Na visão dele, isso permitiria um caminho mais rápido até o público, sem a longa sequência de testes clÃnicos exigidos para vacinas convencionais.
Caso a estratégia se confirme, poderia permitir vacinas mais baratas, fáceis de armazenar e de administrar, até mesmo em alimentos, com potencial aplicação contra outras doenças.
No entanto, especialistas ressaltam que as evidências em humanos são muito limitadas, sem estudos clÃnicos nem avaliação adequada de efeitos colaterais.
Os especialistas também temem que a “cerveja vacinal” alimente a desinformação e movimentos antivacina, prejudicando a confiança pública.
Enquanto Buck aponta a lentidão burocrática como um obstáculo que custa vidas, bioeticistas defendem que o rigor regulatório é o que garante a segurança e a eficácia das imunizações.