Azeite brasileiro recebeu nota inédita em guia italiano

Por Flipar

Além dessa distinção, o Brasil teve nove azeites incluídos na seleção principal do guia nesta edição. As marcas destacadas além do Sabiá foram: Prosperato, (RS) com 97 pontos; Lagar H (RS) e Estância das Oliveiras (RS) cada uma com 93; Capela de Santana (RS) com 90; Bem te Vi (RS) com 89; Al-Zait e Co. (RS) com 87; Verolí (MG) com 86; e Borriello (MG) com 81 pontos.

Reprodução/TV Vanguarda

Vale ressaltar que, do total de mais de 800 amostras submetidas, apenas azeites com 80 pontos ou mais são incluídos no guia.

Reprodução/TV Vanguarda

Nesta edição, participaram cinco continentes e azeites de 57 países, mas a seleção ficou restrita a cerca de 500 fazendas consideradas de ?excelência?.

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O azeite é um dos alimentos mais antigos da humanidade, ligado tanto à cultura alimentar quanto a rituais religiosos e simbólicos.

Imagem de neufal54 por Pixabay

Há registros de oliveiras cultivadas há mais de seis mil anos na região do Mediterrâneo, especialmente em países como Grécia e Egito, além da região da Palestina.

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A produção do azeite se inicia no cultivo da oliveira, árvore resistente que pode viver por séculos.

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As azeitonas são colhidas no ponto ideal de maturação – nem verdes demais, nem excessivamente maduras – e levadas rapidamente ao lagar para evitar a oxidação. O processo de extração tradicional envolve a trituração das frutas, que libera uma pasta composta por óleo, água e sólidos. Em seguida, essa mistura é prensada ou centrifugada para separar o azeite puro.

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O resultado é o chamado azeite extravirgem, considerado de maior qualidade, pois preserva ao máximo os compostos aromáticos e antioxidantes naturais.

Reprodução do Youtube Canal TV Setorial

A classificação do azeite depende de sua acidez e do método de extração. O extravirgem deve ter acidez inferior a 0,8% e não pode apresentar defeitos sensoriais. Já o azeite virgem pode chegar a 2% de acidez, enquanto óleos refinados ou lampantes passam por processos químicos para se tornarem aptos ao consumo.

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Essa diferenciação impacta não só o sabor, mas também os benefícios à saúde, já que o extravirgem é rico em ácidos graxos monoinsaturados e polifenóis, associados à proteção cardiovascular.

Imagem de Rani Shoket por Pixabay

Ao longo da história, o azeite tornou-se símbolo da dieta mediterrânea, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como uma das mais equilibradas do planeta. Em países como Espanha, Itália, Portugal e Grécia, ele é parte do cotidiano, seja no preparo de pratos quentes, seja como condimento consumido cru.

Imagem gerada por i.a

Hoje, seu cultivo e produção se expandiram para diversas regiões, inclusive no Brasil, onde estados do Sul e de Minas Gerais vêm conquistando destaque internacional pela qualidade dos azeites produzidos.

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