Por Flipar
A proposta surge em meio à crescente preocupação com o desmatamento e a exploração ilegal de madeira.
A pesquisa segue princípios já usados na biotecnologia, ao cultivar apenas os tecidos de interesse, o que reduz desperdícios comuns na indústria tradicional.
Diferentemente das árvores, que geram grandes perdas no corte e no beneficiamento, a madeira cultivada poderia ser produzida diretamente em formatos específicos.
O processo de incubação leva cerca de três meses, sendo significativamente mais rápido do que o crescimento natural de uma árvore até a maturidade.
Ao reduzir a dependência de ciclos longos de crescimento de árvores inteiras e do transporte pesado de madeira, o método pode diminuir drasticamente as emissões de CO? e combater a exploração ilegal de florestas.
A tecnologia ainda está em fase inicial e dependa de estudos futuros sobre viabilidade econômica e regulamentação.
Por outro lado, a pesquisa já aponta para um futuro no qual setores como a construção civil e a indústria moveleira possam operar de forma sustentável.
As florestas cobrem cerca de 4,14 bilhões de hectares, ou cerca de 32 % da área terrestre do planeta, segundo o mais recente relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
Estimativas da FAO indicam que o mundo perdeu cerca de 10,9 milhões de hectares de florestas por ano na última década.