Por Flipar
Segundo relatos passados de geração em geração, Ashikaga visitava o templo Todai-ji quando um monge relatou ter avistado um pequeno ser com aparência de dragão, ressecado pelo sol.
O xogum teria então recolhido os restos mortais e decidido preservá-lo como uma relíquia.
Um estudo recente revelou que a criatura era, na verdade, uma fêmea de marta ? um pequeno mamífero peludo da mesma família das doninhas, comum nas regiões central e sul do Japão.
“Os dois pré-molares são claramente visíveis, e essa característica indica que se trata de uma espécie do gênero Martes”, indicaram os cientistas.
Naquela época, o templo Todai-ji passava por reformas, o que leva a crer que a marta tenha entrado no local, ficado presa e, com o tempo, mumificada naturalmente.
Encontrada em florestas da Europa e Ásia, a marta é um mamífero ágil, de corpo esguio, patas com garras afiadas e caudas longas.
A pelagem espessa desse animal já foi muito valorizada na indústria de peles, o que levou a espécie a ser caçada intensamente no passado.
Elas se alimentam de pequenos mamíferos, aves, insetos, ovos e também frutas, sendo considerada uma oportunista na dieta.
Hoje, algumas espécies de martas são protegidas por leis de conservação devido ao risco de extinção em certas regiões.
As martas apresentam uma característica peculiar chamada de “implantação retardada”: após o acasalamento, o embrião só se fixa no útero meses depois, fazendo com que o nascimento ocorra em uma época mais favorável do ano, geralmente na primavera.