Músicos acusam Seu Jorge de plágio e cantor deverá testemunhar na Justiça

Por Flipar

No dia 23 de fevereiro, a 18ª Câmara de Direito Privado do TJ-RJ anulou a sentença que havia encerrado a ação movida há décadas pelos músicos Ricardo Garcia e Kiko Freitas.

Divulgação/TJRJ

Ricardo afirma que as composições foram criadas por ele e Kiko por volta de 1997, em Brasília.

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“Carolina Corrêa era uma ex-namorada minha, e a gente tinha poucos meses de namoro”, justificou.

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“Acho que o Seu Jorge ouviu, gostou, e ele ficava insistindo, inclusive com ‘Carolina’, que a gente deveria gravar essa música”, explicou o músico.

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Ele alega que Seu Jorge levou esse material para o Rio de Janeiro e o utilizou para registrar as obras.

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A defesa sustenta que as músicas já eram executadas pela dupla antes da fama de Seu Jorge e que buscarão provas técnicas, documentais e testemunhais para confirmar a autoria.

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A relatora do caso decidiu que o processo deve voltar à fase de instrução, com audiências e produção de provas, incluindo oitiva das partes e testemunhas.

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Segundo a advogada dos músicos, Deborah Sztajnberg, não houve acordo prévio com o cantor ou a gravadora.

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“O maior problema nesse processo, além de ser uma briga de Davi e Golias, são os ataques que recebemos dos fãs dele, que tomam a questão pro lado pessoal. Não entendem que plágio é uma questão objetiva”, comunicaram os músicos.

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Ele surgiu na cena musical com o grupo Farofa Carioca nos anos 1990 e consolidou sua carreira solo com o álbum “Samba Esporte Fino”, lançado em 2001.

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Ao longo das décadas, acumulou Grammys Latinos e hits como “Burguesinha”, “Amiga da Minha Mulher” e “Mina do Condomínio”.

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