Por Flipar
O feito foi alcançado por conta dos ventos sustentados de até 190 milhas por hora, o equivalente a cerca de 305 km/h.
Com esse desempenho, o Melissa igualou o recorde do Furacão Allen, ocorrido na região do Caribe em 1980.
Agora, ambos os fenômenos dividem o topo da lista dos mais fortes em termos de vento contínuo no Atlântico.
Gilbert, de 1988, Wilma, de 2005, e Dorian, de 2019, também figuram a lista; todos com picos de vento em torno de 298 km/h.
A pressão atmosférica no centro do sistema caiu para 892 milibares, valor que empata com o registrado em 1935 como o terceiro mais baixo da história da região.
Essa intensidade extrema foi confirmada por uma combinação de dados de satélite, reconhecimento aéreo e medições feitas por aviões especializados em monitoramento de tempestades.
Em uma das missões, uma sonda detectou a rajada isolada mais potente já medida por esse tipo de instrumento em qualquer ciclone tropical: 406 km/h.
Esse número superou o recorde anterior de 382 km/h registrado pelo Typhoon Megi, em 2010, no Pacífico.
No caso do Furacão Melissa, o sistema se intensificou rapidamente até alcançar a categoria 5, levando à emissão de alertas de risco extremo antes mesmo de atingir terra.
O rastro de destruição se estendeu por Cuba, Bahamas, República Dominicana e Haiti.
A precipitação foi extrema: no sul do Haiti, os acumulados superaram 890 milímetros, enquanto regiões montanhosas da Jamaica registraram volumes acima de 800 milímetros.
A catástrofe resultou em 95 mortes, 141 feridos e 27 desaparecidos. Estima-se que o prejuízo financeiro tenha chegado à casa dos 10 bilhões de dólares.