Por Flipar
Apenas em 2025, foram identificadas mais de 13 milhões de músicas criadas de forma 100% digital.
O dado mais preocupante, porém, está no consumo: aproximadamente 85% dos streams dessas faixas foram considerados fraudulentos, gerados por robôs ou esquemas artificiais de reprodução.
Esse tipo de prática burla as regras de remuneração e distorce a divisão dos royalties a serem distribuídos. Quando a Deezer detecta fraude, deixa de pagar os valores correspondentes.
“Sendo bem sincero pra vocês: essa é a forma mais simples pra você construir uma fonte de renda na internet?, diz a pessoa em outro post.
Segundo o próprio Spotify, práticas como envios em massa e conteúdos artificiais de baixa qualidade se tornaram mais comuns com a automação.
O selo Blow Records, criado pelo produtor Raul Vinicius, também viralizou ao lançar versões retrô de funks com ajuda de IA.
Outro caso é ?São Paulo?, paródia não autorizada de ?Empire State of Mind?, de Jay-Z e Alicia Keys, interpretada pela personagem virtual Tocanna.
Apesar da repercussão, pesquisas indicam resistência do público, embora a maioria das pessoas não consiga distinguir uma canção criada por humanos de outra feita por IA.