Por Flipar
A mudança foi solicitada em 1935 pelo xá Reza Pahlavi, que buscava reforçar a identidade nacional e valorizar o nome usado pelos próprios habitantes do país. ?Irã? deriva de ?terra dos arianos? e remete às origens históricas e culturais do povo iraniano. A adoção do novo nome também fazia parte de um projeto de modernização e afirmação política no cenário internacional.
Atualmente, 193 países existem no mundo, reconhecidos pela Organização das Nações Unidas. Vários tiveram o nome alterado ao longo da história. Um país pode mudar de nome por razões políticas, como a queda de um regime, independência ou a criação de um novo Estado.
Também há motivações culturais e históricas, quando a nação busca resgatar identidades próprias ou abandonar denominações coloniais. Em outros casos, a alteração serve para reposicionamento diplomático e fortalecimento da imagem no cenário internacional.
Em edições mais recentes, é comum que autores expliquem a mudança de nome em notas ou introduções, facilitando a compreensão dos leitores. Veja alguns países que passaram por essa mudança.
Países Baixos (Antiga Holanda) – 17 milhões de habitantes. Capital: Amsterdã. A mudança do nome, em 2020, foi por motivo econômico. O país quis ressaltar seu grande atrativo, que é o fato de ser “Nerderland” (Terra Baixa). Mais de 60% da população moram abaixo do nível do mar.
Tailândia (Antigo Sião) – 68 milhões de habitantes. Capital: Bangkok – Um dos poucos países do Sudeste Asiático que nunca foram colonizados por britânicos ou franceses. Durante séculos, é governado por reis. Mas, nos anos 1930, a monarquia deixou de ser absoluta para ser constitucional. E o nome passou a ser Tailândia (que significa “país das pessoas livres”)
Camboja (Antigo Khmer) -17 milhões de habitantes. Capital: Phnom Penh. Antes do nome Camboja, adotado em 1993, o Khmer ainda se transformou primeiro em Camputchea em 1979. Depois de 1993, o Estado virou Reino, mas o nome Camboja foi mantido.
Myanmar (Antiga Birmânia) – 55 milhões de habitantes. Capital: Naipidau. O nome foi modificado em 1989 pela junta militar que governava o país, um ano depois de um massacre com milhares de mortos numa revolta popular.
Irlanda (Antigo Estado Livre Irlandês) – 5 milhões de habitantes. Capital: Dublin – Em 1937, o nome foi alterado para que todos os laços com o Reino Unido fossem rompidos.
Sri Lanka (Antigo Ceilão) – 22 milhões de habitantes. Capital: Sri Jaiavardenapura-Cota – O nome Ceilão, mantido pelo Império Britânico, foi extinto pelo governo do país após a independência em 1948. Em 2011, todas as referências ao Ceilão que ainda existiam em documentos oficiais foram abolidas.
Tchéquia (Antiga República Tcheca) – 11 milhões de habitantes. Capital: Praga – Depois do desmembramento da Tchecoslováquia, uma parte ficou como República Tcheca. Mas em 2016, o governo protocolou um pedido para que o nome do país se tornasse uma palavra única: Tchéquia.
Macedônia do Norte (Antiga República da Macedônia) – 2,1 milhões de habitantes. Capital: Escópia. – Em 2019, a mudança foi feita para obter aliança com a Otan e se distinguir da Macedônia na Grécia.
Zimbábue (Antiga Rodésia) – 16 milhões de habitantes. Capital: Harare – Rodésia era o nome do país durante o período de colonização britânica. Mas, ao tornar-se independente do Reino Unido em 1980, o país passou a se chamar Zimbábue.
Etiópia (Antiga Abissínia) – 120 milhões de habitantes. Capital: Adis Abeba – O Império Etíope, conhecido como Abissínia, existiu de 1270 até 1974, quando a monarquia foi deposta por um golpe de estado e nome mudou.
Burquina Faso (Antigo Alto Volta): 21 milhões de habitantes. Capital: Uagadugu – O nome foi trocado em 1984 pelo presidente do país: nos idiomas locais, Burquina significa “pessoas honestas” e Faso significa “Pátria”.
Namíbia (Antigo Sudoeste Africano) – 2,5 milhões de habitantes. Capital: Vinduque – O país chamava-se Sudoeste Africano quando governado pelo Império Alemão e pela África do Sul. Mudou de nome em 1990, quando tornou-se independente. O nome vem do Deserto de Namib, palavra que significa “área onde há mais nada”.