Saiba quem foi Ali Khamenei, líder supremo do Irã morto em ataque militar

Por Flipar

O ataque aconteceu quando mísseis e aeronaves das forças dos EUA e de Israel bombardearam alvos na capital e em outras partes do Irã como parte de uma grande ofensiva militar que marcou uma escalada inédita no conflito entre Teerã, Washington e Tel Aviv.

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Ali Khamenei, nome completo Ali Hosseini Khamenei, nasceu em 19 de abril de 1939 em Mashhad, no Irã, e foi uma das figuras centrais da política iraniana nas últimas décadas. 

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Religioso xiita de formação, Khamenei participou ativamente das mobilizações que derrubaram a monarquia do xá Mohammad Reza Pahlavi e impulsionaram a Revolução Islâmica de 1979, que estabeleceu a República Islâmica do Irã sob liderança clerical. 

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Durante os anos 1960 e 1970, antes da Revolução Islâmica, Ali Khamenei foi preso várias vezes pela polícia secreta do regime monárquico em razão de suas atividades políticas e de sua pregação crítica ao governo do xá. 

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Durante os anos de formação da nova república, ele ocupou cargos importantes, incluindo o de membro do Conselho Revolucionário e de liderança militar nos primeiros anos do regime.

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Em 1981, após o assassinato do presidente Mohammad-Ali Rajai por agentes da Organização dos Mujahidin do Povo Iraniano, que tinha o apoio dos Estados Unidos, Khamenei foi eleito presidente do Irã.

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Ele ocupou a presidência iraniana por dois mandatos consecutivos entre 1981 e 1989, em meio a um contexto de guerra com o Iraque e de tensões internas profundas. 

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Khamenei consolidou sua posição política nesse período e intensificou seu papel dentro das instituições revolucionárias.

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Apesar de inicialmente não possuir o mesmo nível formal de hierarquia clerical que Khomeini, Ali Khamenei tornou-se o segundo líder supremo da República Islâmica, mantendo autoridade sobre as Forças Armadas, o judiciário e o poder político em geral.

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Ao longo de seus quase 37 anos como líder supremo, Khamenei foi uma figura-chave na formulação da política interna e externa do Irã. 

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Ele supervisionou o fortalecimento da Guarda Revolucionária Islâmica como instrumento de controle interno e de projeção de poder regional, apoiou redes de milícias e grupos aliados em países como Síria, Líbano, Iraque e Iêmen, e manteve uma postura de forte oposição aos Estados Unidos e a Israel. 

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Sua administração foi marcada por uma rígida repressão a dissidências internas, o endurecimento de políticas sociais conservadoras e a promoção de um programa nuclear estatal que levou a décadas de sanções e isolamento internacional.

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Internamente, Khamenei enfrentou movimentos de protesto populares e críticas crescentes, especialmente após eleições controversas e crises econômicas prolongadas. 

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Sua liderança foi ao mesmo tempo venerada por partes da população xiita e vista como autoritária e repressiva por opositores e observadores internacionais.

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A morte de Khamenei, no contexto da ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel, constitui um ponto de inflexão histórico para o Irã e para a dinâmica geopolítica regional, abrindo uma fase de incertezas sobre sucessão e futuras políticas internas e externas de Teerã. 

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