Por Flipar
Registros indicam que os primeiros modelos eram feitos com seda e bambu e tinham funções que iam muito além da diversão.
As primeiras pipas serviam para medições de distância, testes de vento, comunicação militar e até experimentos científicos.
Com o tempo, a prática se espalhou pela Ásia e chegou à Europa por rotas comerciais, ganhando novos formatos e significados culturais.
No Brasil e em diversos países da América Latina, a pipa se transformou em uma das brincadeiras populares mais democráticas.
O item se tornou um fenômeno cultural por ser acessível e permitir a fabricação artesanal com materiais simples, como varetas, papel, cola e linha.
Existem diversos tipos de pipa. No Brasil, a mais tradicional é a de dois losangos sobrepostos, leve e ágil. Também existem modelos maiores e mais pesados ou até sem rabiola.
Apesar do aspecto lúdico, a prática pode envolver riscos, principalmente quando se utiliza linha com cerol ou a chamada “linha chilena”.
O cerol, uma mistura cortante de cola com vidro moído, é utilizado com o objetivo de “cortar” a pipa do adversário, mas acaba ignorando os perigos que essas linhas representam para quem está no chão.
O cerol transforma a linha em uma lâmina quase invisível, capaz de causar cortes graves em pedestres, ciclistas e, sobretudo, motociclistas.