Por Flipar
Segundo a análise da NASA, regiões do Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste do Brasil podem sofrer duramente por causa do aquecimento global.
Para entender esses casos, os cientistas não consideram apenas a temperatura do ar, mas também a combinação entre a sensação térmica e a umidade do ar, que influenciam no bem-estar das pessoas.
Segundo os cientistas, até mesmo pessoas saudáveis podem ser afetadas pelas altas temperaturas. Eles cogitam até mesmo que haja casos de morte quando as pessoas ficarem expostas ao calor por muito tempo.
Doenças respiratórias e cardiovasculares são as principais condições agravantes entre as mortes relacionadas ao calor.
A explicação é simples: À medida que o suor vai evaporando, vai retirando o calor excessivo do corpo. Só que, dependendo do nível de umidade, ele pode ter dificuldade em evaporar.
O estudo, liderado por Colin Raymond, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, usou imagens de satélite e projeções da temperatura de bulbo úmido (que leva em consideração a umidade) para a conclusão. E aponta ainda que outras regiões do mundo podem se tornar inabitáveis nos próximos 50 anos.
Um relatório de 2025 do Lancet Countdown aponta que ocorrem cerca de 546 mil mortes anuais associadas ao calor, refletindo o agravamento das ondas de calor com as mudanças climáticas. De 2000 a 2019 a média anual 489 mil mortes segundo a Organização Mundial de Saúde.
Segundo a NASA, além do Brasil, áreas como o sul da Ásia, o Golfo Pérsico, partes da China e do Sudeste Asiático podem se tornar impróprias para os seres humanos até 2070.