Por Flipar
A auditoria foi conduzida pelo Parque de Inovação Tecnológica em parceria com a prefeitura. De acordo com a ABNT, a certificação exige evidências mensuráveis e desempenho comprovado, o que coloca o municÃpio entre os principais exemplos globais de gestão urbana.
São José dos Campos, aliás, detém o tÃtulo de “capital dos raios”. Sabia dessa? Vale ressaltar que tal tÃtulo no Brasil vai além de um simples ranking de descargas elétricas.
Isso porque o municÃpio paulista é também um centro brasileiro de conhecimento, monitoramento e proteção contra raios.
São José dos Campos se transforma em um laboratório natural devido à sua geografia única no Vale do ParaÃba, cercada pelas Serras do Mar e da Mantiqueira.
O Vale apresenta condições climáticas e topográficas que intensificam tempestades severas ? como a umidade vinda do oceano, o calor intenso e a ilha de calor urbana.
A partir dessa base, o ELAT opera a Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas (BrasilDAT), com cerca de 70 sensores que monitoram raios em tempo real.
Além disso, eles também usam sistemas avançados de previsão que, com o auxÃlio de modelos numéricos que simulam o comportamento da atmosfera, conseguem detectar raios com 24 horas de antecedência.
O impacto dos raios no Brasil é significativo. São registrados cerca de 77,8 milhões de descargas elétricas por ano em território nacional. Raios são responsáveis por aproximadamente 110 óbitos anuais no Brasil.
Além disso, em torno de 21% dos casos fatais são de pessoas atingidas dentro de casa, mas que estavam próximas de redes elétricas ou hidráulicas.
Economicamente, os prejuÃzos anuais chegam a quase R$ 1 bilhão por conta dos raios, que provocam apagões e perda de equipamentos.
No caso do setor agropecuário, as perdas são ainda mais significativas devido à morte de rebanhos. Para enfrentar esse cenário, São José dos Campos desenvolveu sistemas de referência, como o Centro de Segurança e Inteligência (CSI), que envia alertas via SMS.
O desafio deve se intensificar, já que estimativas do INPE apontam que o aquecimento global pode elevar o total de raios no Brasil para cerca de 200 milhões por ano até o fim deste século.