Por Flipar
Embora o aumento do PIB tenha apresentado desaceleração em relação aos 3,4% de 2024 ? e o menor avanço em cinco anos ?, foi o 5º ano consecutivo de crescimento.
A agropecuária foi o grande destaque, com alta de 11,7%, impulsionada por safras recordes de soja e milho, respondendo por 33% do crescimento do ano.
Ao mesmo tempo, a indústria avançou 1,4%, puxada principalmente pela extração de petróleo e gás ? os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O setor de construção teve leve alta (0,5%), mas indústria de transformação e o segmento de eletricidade, água, esgoto e gás registraram queda (-0,2% e -0,4%, respectivamente).
“Esperamos, portanto, um crescimento de 1,7% este ano e uma composição mais equilibrada entre os setores, dado que indústria e serviços devem recuperar dinamismo no começo do ano?, esclareceu o economista Rodolpho Sartori.
O consumo das famílias subiu 1,3%, beneficiado pela melhora do emprego, maior oferta de crédito e programas de transferência de renda, embora tenha desacelerado devido aos juros elevados e ao alto endividamento.
A descida da 10ª para a 11ª posição na economia mundial não se deve a um desempenho ruim do PIB brasileiro, mas sim a fatores externos; veja alguns!
A ascensão da Rússia: A moeda russa se valorizou na média de 2025, o que inflou o PIB do país em dólares, permitindo que ultrapassasse o Canadá e o Brasil.
Câmbio: Como o ranking utiliza a taxa de câmbio média, a desvalorização do real frente ao dólar ao longo do ano impactou o cálculo do valor total da economia brasileira (estimada em US$ 2,268 trilhões).
Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Indonésia deve ultrapassar o Brasil no ranking por paridade de poder de compra, rebaixando o país sul-americano para a 8ª posição.