Por Flipar
Essa curta duração não representa fragilidade, mas uma adaptação às condições do ambiente, fazendo com que esses animais se reproduzam rapidamente e garantam a continuidade da espécie antes que o cenário se torne desfavorável.
O recorde de curta duração pertence à efêmera-americana: após passar dois anos maturando na água, a fêmea adulta vive menos de 5 minutos!
Entre os vertebrados terrestres, o destaque é o camaleão-de-labord, nativo de Madagascar. A espécie Furcifer labordi completa todo o ciclo ativo em cerca de quatro a cinco meses.
Os filhotes nascem com a estação chuvosa, crescem rapidamente, se reproduzem e morrem antes da seca. Durante a maior parte do ano, sobrevivem apenas na forma de ovos enterrados no solo, um ciclo considerado o mais curto entre os tetrápodes já estudados.
Já o musaranho-pigmeu, um dos menores mamíferos do planeta, precisa se alimentar constantemente para sustentar seus batimentos cardíacos extremamente rápidos, o que limita sua expectativa de vida a cerca de um ano.
Entre os peixes, algumas espécies também apresentam ciclos relâmpago. Um exemplo é o killifish-turquesa, que vive em poças d’água temporárias em regiões de Moçambique e do Zimbábue.
Seu ciclo dura cerca de oito semanas, tempo necessário para crescer e espalhar ovos na lama antes que a água evapore por conta do calor escaldante africano.
O góbio-pigmeu, que habita recifes de coral da Grande Barreira, na Austrália, conquistou o recorde de animal marinho com vida mais curta já registrada: apenas 59 dias.
Alguns insetos como as moscas domésticas e mosquitos também têm expectativas de vida muito curtas, que pode ser de semanas. Esses ciclos acelerados permitem que as populações se mantenham estáveis mesmo em ambientes onde a mortalidade é alta.