Por Flipar
Graças ao auxílio da tecnologia, uma pesquisa recente conduzida pelo pesquisador Antonio Monterroso Checa, da Universidade de Córdoba, trouxe novas pistas sobre o assunto.
A peça-chave da investigação foi o uso do LIDAR (Light Detection and Ranging), um sistema de scanner a laser que apresentou novas evidências sobre a origem do local.
O equipamento emite feixes de luz que atingem o solo e retornam ao sensor. Ao medir o tempo de resposta desses pulsos na velocidade da luz, o sistema cria modelos tridimensionais ultraprecisos.
A grande vantagem do LIDAR é sua capacidade de “enxergar” através da vegetação densa, revelando imperfeições e estruturas no terreno que são invisíveis a olho nu.
O scanner detectou anomalias que se estendem por mais de 1 km, formando um layout planejado com estruturas quadrangulares. A organização do assentamento em diferentes níveis de platôs condiz com a engenharia da época para terrenos acidentados.
Quando foi construída, Madinat al-Zahira não era apenas um assentamento comum; a cidadela serviu como centro administrativo e político de al-Andalus nas últimas décadas do domínio omíada.
Textos medievais descrevem o local como uma cidade monumental concebida para competir em prestígio com Madinat al-Zahra, complexo fundado também no século 10 por Abd ar-Rahman III, primeiro califa de al-Andalus.
Ao contrário de Madinat al-Zahra, que ainda conserva ruínas extensas, Madinat al-Zahira foi totalmente arrasada após a queda de Almanzor.
Esse desaparecimento quase completo transformou a cidade em um mistério geográfico, dando origem a mais de 20 hipóteses sobre sua localização ao longo do tempo ? nenhuma delas sustentada por evidências físicas claras.