Por Flipar
Os jornalistas Ana Maria Machado e André Trigueiro, as atrizes Bruna Lombardi e Patricia Pillar, e o cantor e compositor Chico Buarque são algumas das pessoas que assinaram a petição.
O gestor cultural Afonso Borges, líder do movimento, critica o invólucro plástico como um símbolo de uma grave contradição.
“Aparentemente inofensiva, essa película é, na verdade, o símbolo de uma indústria que produz cultura e conhecimento, mas ainda não aprendeu a lidar com o impacto ambiental que causa”, defendeu.
Segundo cálculos feitos pelo próprio gestor, somente em 2024 o país produziu 366 milhões de exemplares.
“Um material de baixo valor de reciclagem, que quase sempre termina em aterros sanitários e, irremediavelmente, no mar, contribuindo para o pior dos mundos: os microplásticos”, criticou Afonso.
O gestor também contesta a justificativa das editoras de que o plástico protege o livro contra danos, alegando que essa proteção é meramente temporária.
Ele alega que essa proteção dura apenas até o consumidor abrir o produto, enquanto o impacto ambiental persiste por muito tempo.
A produção e incineração de plástico também emitem gases de efeito estufa, contribuindo para as mudanças climáticas.
Além disso, o descarte inadequado pode entupir bueiros e agravar enchentes nas cidades. Reduzir o consumo, reutilizar e reciclar são ações essenciais para diminuir seus impactos ambientais.
O manifesto acontece em meio à COP30, evento que visa avaliar o progresso global no enfrentamento das mudanças climáticas.
A escolha tem como objetivo colocar a Amazônia e suas comunidades ? incluindo povos indígenas e ribeirinhos ? diretamente no centro dos debates globais sobre o clima.
Entre as pautas centrais da COP30 estão a redução das emissões de gases de efeito estufa, adaptação às mudanças climáticas e preservação de florestas e biodiversidade.