Por Flipar
A ararinha-azul, espécie endêmica do norte da Bahia, sofreu com a caça e o desmatamento da caatinga e foi considerada extinta na natureza desde 2000. Durante anos sobreviveu apenas em cativeiro, até que, em junho de 2022, oito aves vindas da Alemanha foram reintroduzidas no Brasil como parte de um projeto de conservação.
A ararajuba, ave de plumagem verde e amarela que só existe na Amazônia brasileira, é considerada vulnerável à extinção. A espécie sofre principalmente com o tráfico ilegal e a perda de habitat, o que tem reduzido suas populações na natureza.
A ariranha, também conhecida como lontra-gigante, é um mamífero que vive em rios do Pantanal e da Amazônia. A espécie já foi intensamente caçada por causa de sua pele aveludada e hoje é considerada em perigo de extinção, sofrendo ainda com a perda de habitat e a poluição dos rios.
O lobo-guará vive em áreas de Cerrado no centro do Brasil e tem sido afetado pela destruição do habitat para a expansão da agricultura. Também sofre com atropelamentos, caça e doenças transmitidas por cães domésticos. Embora seja classificado como quase ameaçado no mundo, no Brasil já é considerado vulnerável.
Conhecidos como sapos-folha, esses anfíbios do gênero Proceratophrys vivem em áreas de mata na Bahia, como a Serra do Timbó. Algumas dessas espécies são consideradas ameaçadas de extinção, principalmente devido ao desmatamento para cultivo de cacau, banana e formação de pastagens.
O muriqui-do-norte é o maior primata das Américas, podendo chegar a cerca de 15 kg. Endêmico da Mata Atlântica, ocorre em áreas restritas do sudeste do Brasil e é considerado criticamente em perigo de extinção, sofrendo com o desmatamento e a caça.
O mico-leão-dourado vive em remanescentes de Mata Atlântica no estado do Rio de Janeiro e já esteve à beira da extinção. Embora ainda seja considerado em perigo, projetos de conservação e reintrodução aumentaram sua população, tornando-se um dos principais exemplos de recuperação de espécie no Brasil.
O tatu-bola-da-caatinga é um mamífero típico da Caatinga e do Cerrado que está em perigo de extinção. A espécie sofre principalmente com a caça e a destruição do habitat, fatores que reduziram suas populações. Atualmente, conta com iniciativas de conservação que buscam garantir sua sobrevivência.
O boto-cor-de-rosa, maior golfinho de água doce do mundo, vive na Amazônia e faz parte do folclore brasileiro, com a lenda de que se transforma em homem. A espécie está em perigo de extinção e sofre principalmente com a captura para uso como isca, além da poluição dos rios e da construção de hidrelétricas.
A tartaruga-cabeçuda vive no litoral brasileiro, com áreas importantes de desova em estados como Bahia, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Considerada vulnerável à extinção, a espécie sofre com a destruição de ninhos, a captura acidental na pesca e a poluição marinha, que afetam sua reprodução e sobrevivência.
Onça (Panthera onca) ? O maior felino das Américas vive em diferentes biomas brasileiros, como Amazônia, Pantanal e Cerrado. Considerada vulnerável à extinção no país, a espécie sofre com o desmatamento, a caça e os conflitos com atividades humanas, especialmente em áreas rurais.
Soldadinho-do-Araripe ? Ave rara encontrada apenas na Chapada do Araripe, no Ceará, o soldadinho-do-Araripe é uma das espécies mais ameaçadas do Brasil. Classificado como criticamente em perigo de extinção, sofre com a degradação de seu habitat e a redução das áreas de mata úmida onde vive.