Por Flipar
O novo exoplaneta gira em torno da estrela HD 176986, uma anã laranja um pouco menor que o Sol localizada a aproximadamente 91 anos-luz de distância da Terra.
Ele foi classificado como uma ?superterra?, categoria que reúne planetas mais massivos que a Terra, porém muito menores que gigantes gasosos como Júpiter e Saturno.
Embora superterras sejam comuns no universo, encontrar uma com massa relativamente baixa e órbita mais longa é raro; existem apenas cerca de 12 casos similares conhecidos.
Esse tipo de planeta é difícil de detectar porque exerce uma influência muito sutil sobre a estrela que orbita, gerando sinais extremamente fracos nos instrumentos astronômicos.
Por isso, sua identificação exige longos períodos de monitoramento e a análise de grandes volumes de dados, exatamente como ocorreu nesse caso.
O “L 98-59 d”, como foi chamado, é descrito como um ?mundo infernal? com um vasto oceano de magma e uma atmosfera tóxica rica em enxofre.
Localizado a cerca de 35 anos-luz da Terra e com 1,6 vezes seu tamanho, ele apresenta temperaturas extremas superiores a 1.500 °C e um efeito estufa intenso que mantém sua superfície derretida.
A descoberta, publicada na Nature Astronomy, foi possível graças a observações do Telescópio Espacial James Webb e simulações computacionais avançadas.
“Esta pesquisa mostra que é possível reconstruir o passado profundo desses mundos alienígenas e descobrir tipos de planetas sem equivalente no nosso próprio Sistema Solar”, apontou o professor Raymond Pierrehumbert, coautor do estudo.