Por Flipar
O apelido de ?lagoa sem fundo? surgiu justamente por essa aparência: a água é tão clara que cria uma sensação de profundidade infinita. Além disso, relatos antigos e tentativas de medição pouco precisas ajudaram a reforçar o mistério.
Sua profundidade é alvo de controvérsia. Estimativas variam de cerca de 80 a até 200 metros, o que reforça o mistério em torno do local. Essa incerteza, somada à possível ligação com formações subterrâneas, ajuda a manter viva a fama de ?lagoa sem fundo?.
Há relatos populares de tentativas de medição com cabos muito longos que não teriam alcançado o fundo, mas essas informações não são confirmadas por estudos científicos.
O mistério acaba alimentando lendas de que a lagoa seria um “portal para outro mundo” ou até “redemoinhos invisíveis” que engolem objetos e pessoas.
A Lagoa Azul foi formada por uma dolina, que consiste em uma cratera causada pelo desabamento de uma caverna calcária.
Sua cor intensa vem da profundidade e dos minerais das rochas calcárias.
Situada a aproximadamente 42 km do centro da cidade, o acesso à lagoa é feito pela GO-237, com entrada pelo Balneário Bucaína.
A chegada à lagoa é relativamente fácil, com uma trilha curta (cerca de 100 metros), porém íngreme e escorregadia, o que exige cautela.
A entrada pode ser gratuita, mas exige autorização prévia, já que a lagoa está localizada em uma propriedade privada.
É permitido nadar na parte superficial da lagoa com colete salva-vidas, enquanto o mergulho profundo é restrito a profissionais.
Embora a água cristalina pareça muito convidativa, as margens podem ser curtas em alguns pontos e a profundidade aumenta consideravelmente de forma abrupta.
Além da Lagoa Azul, Niquelândia oferece outras atrações naturais e históricas, como o Lago de Serra da Mesa (foto), a Cachoeira de São Bento e o povoado de Tupiraçaba (antiga Traíras).
Niquelândia, município onde fica a lagoa, fica no norte do estado, a cerca de 300 km de Goiânia.
Fundada originalmente como Arraial de São José, a cidade tem origem no ciclo do ouro e posteriormente ganhou importância com a exploração de níquel, mineral que lhe deu o nome atual.
Com uma população de cerca de 35 mil habitantes, Niquelândia vem se tornando um destino importante para promover o ecoturismo em Goiás.