Descanso estratégico: como a sesta ajuda a recuperar o corpo

Por Flipar

A sesta é tradicional principalmente na Espanha, mas conquistou muitos adeptos em países latino-americanos, na Grécia e na Itália. Isso acontece por determinados fatores geográficos como a alta temperatura e consumo de alimentos pesados na refeição do meio-dia.

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Em muitas áreas, com este hábito, é comum a principal refeição do dia ser à tarde. Muito breve, como é prática comum na agricultura e pecuária, dentre outras atividades predominantemente rurais.

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Segundo um artigo publicado na versão online da revista norte-americana Newsweek, o cérebro necessita de descanso e, uma sesta de 20 ou 30 minutos, ao que parece, ajuda-o a refrescar e a continuar a funcionar.

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Além disso, segundo especialistas, uma sesta rápida diminui os níveis de estresse. Descansar ajuda a reduzir as tensões provocadas pelo trabalho, contribui com renovação e concentração para o dia a dia. Dormir por 20 minutos no meio do dia pode melhorar a capacidade de aprendizagem.

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Estudos demonstraram que dormir uma sesta pode proteger a utilização excessiva dos circuitos neurais até que o cérebro consolide o que apreendeu num processo concreto. E proporciona redução de risco de morte por doenças do coração, especialmente em homens jovens.

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Produz também o aumento da capacidade para memorizar e realizar tarefas profissionais e diminuiu em comparação com aqueles indivíduos que dormiram a sesta após a refeição. Estimula também a prática de exercício físico e potencializa a criatividade.

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A sesta, portanto, ajuda a completar os ciclos do sono. Algumas das mais recentes investigações sugerem que uma noite mal dormida pode estressar tanto o corpo como a mente. O corpo humano necessita de descanso para produzir e o cérebro funcionar em plena capacidade.

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Diversos países têm difundido a sesta. Entre eles, China, Vietnã, Bangladesh, Índia, Itália, Grécia, Portugal, Croácia, Malta, alguns do Oriente Médio e do Norte da África.

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Na Europa, Espanha, Grécia e Itália costumam utilizar a sesta ao longo do dia, com o período de descanso durante o trabalho. Na Espanha, muitos e muitos anos depois, em algumas cidades a jornada de trabalho ficou dividida em duas partes: das 9:00 às 14:00, com pausa de 2 horas para o almoço, voltando de 16:00 até às 20:00.

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No caso dos espanhóis, faz parte de uma rotina, tradição e não altera em nada, do que eles já estão acostumados. Vale ressaltar, que grandes cidades e principalmente, em proximidades de pontos turísticos, o comércio não fecha para almoço. Os supermercados também ficam abertos, no que eles chamam de ?horário continuado?.

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Para o estudo, pesquisadores da Universidade da República do Uruguai e da University College London analisaram os dados de 378.932 indivíduos entre 40 e 69 anos do estudo de longo prazo UK Biobank. Segundo a pesquisa, existe até mesmo uma predisposição genética para a tendência a tirar um cochilo.

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De acordo com os especialistas em sono do Hospital Geral de Massachusetts, Estados Unidos, há três tipos de indivíduos para os quais o cochilo é particularmente importante: quem acorda muito cedo; quem sofre de distúrbios do sono; e quem geneticamente precisa dormir mais.

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O modo como descansamos tem muito a ver com a cultura e as características próprias de cada lugar. Assim, existe outro tipo de sestas, como por exemplo a que se pratica no Japão, conhecida como inemuri. O termo significa adormecer enquanto se está presente. Não significa falta de respeito ou descuido por parte dos trabalhadores, mas o contrário. O Japão é um dos países em que menos horas se dorme, e mais tempo se trabalha ao dia.

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As jornadas laborais são muito longas na cultura japonesa, e é habitual que continuem a trabalhar em feriados, ou aos fins de semana. São capazes de subtrair horas de sono, em benefício de seguir com as suas tarefas, e isso em algumas ocasiões carrega problemas graves.

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Mas há regras. A principal é que sempre o façam sentados no seu lugar de trabalho. Não podem deitar-se ou ausentar-se do lugar que ocupam, porque nesse caso seria uma falta de respeito em relação à empresa.

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Nas cidades mais populosas do Japão é habitual encontrarmos os chamados hotéis cápsulas. São estabelecimentos que dispõem de quartos de tamanho reduzido, com as medidas de uma cama.

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Esses hotéis podem ser alugados pelo tempo que se necessite e dispõem dos serviços de qualquer hotel: restaurantes, zonas comuns, e até piscina.

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