Em risco! Aranhas raras da Amazônia se tornam alvo do tráfico de animais silvestres
Por Flipar
Com cores metálicas marcantes e hábitos discretos no alto das árvores, essas espécies chamaram a atenção do mercado internacional de animais exóticos, tornando-se alvo de colecionadores e traficantes.
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Entre elas, destaca-se a Typhochlaena curumim, inicialmente conhecida apenas por poucos exemplares encontrados na Paraíba e posteriormente registrada também no Rio Grande do Norte e no Ceará.
iNaturalist/Ana Caroline Lima
O comércio dessas aranhas é impulsionado por colecionadores na Europa e América do Norte. Para burlar a fiscalização, os traficantes utilizam o esquema conhecido como "brown-boxing".
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Relatórios da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (RENCTAS) indicam que o tráfico de animais silvestres movimenta bilhões de dólares por ano e está associado a redes criminosas internacionais.
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Além disso, o comércio ilegal de animais silvestres sofre com a fiscalização limitada e falta de dados precisos sobre o volume real de exemplares retirados da natureza, conforme aponta o RENCTAS.
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Diante desse cenário, pesquisadores defendem medidas de proteção internacional, como a inclusão dessas espécies em acordos como a CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas) e na lista global da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
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Atualmente, a perda de habitat somada à exploração comercial já coloca a Typhochlaena curumim, encontrada apenas em fragmentos isolados do Nordeste, em listas de espécies criticamente ameaçadas.