Casas trogloditas: o que são, como e onde são construídas

Por Flipar

Há três tipos diferentes de casas trogloditas na Tunísia: as cavadas diretamente na terra, as construídas em grutas pré-existentes e as escavadas diretamente na rocha. A região em volta de Matmata, por exemplo, é conhecida pelas casas cavadas diretamente na terra. Nelas, há um fosso central de luz, onde fica o pátio central da casa. A partir desse cômodo, a casa cresce para os lados, com quartos e outros cômodos.
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Já nas outras regiões do sul, o relevo é marcado por montanhas rochosas que abrigam grutas e cavernas, além de paredões de rocha sedimentar mais fáceis de escavar. Essas características naturais favoreciam a construção de outros tipos de casas trogloditas, adaptadas às condições do terreno.
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Em algumas regiões, essas casas evoluíram para verdadeiras comunidades subterrâneas, com várias moradias interligadas por corredores e espaços comuns. Esse tipo de organização permitia que grupos de pessoas compartilhassem recursos, áreas de convivência e trazia uma sensação de maior segurança.
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Uma dúvida bastante comum em relação a esses tipos de construção é sobre o banheiro. Na época, as casas não possuíam banheiro interno, e as necessidades fisiológicas eram feitas do lado de fora, geralmente em áreas próximas ao espaço destinado aos animais. Já em relação ao banho, devido ao clima, não havia a necessidade de banhos frequentes. Mas, com o passar do tempo, as moradias ainda habitadas acabaram por incorporar o cômodo na construção de diferentes maneiras.
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Esse tipo de construção permitiu que comunidades antigas se protegessem das condições climáticas, já que o isolamento térmico é uma das maiores vantagens das casas trogloditas. Isso porque a espessura das paredes rochosas mantém a temperatura interna relativamente constante, ou seja, esses tipos de construções conseguem manter o interior da habitação mais fresco em dias quentes e mais aquecido em dias frios.
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Além da proteção ao clima, as casas trogloditas também ofereciam segurança contra invasores e animais selvagens. O acesso controlado e, em alguns casos, passagens estreitas dificultavam ataques e facilitavam a vigilância, o que ajudava na proteção dos moradores. Essa característica tornavam esse tipo de habitação uma alternativa estratégica em regiões mais vulneráveis.
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A durabilidade desse tipo de construção é outro ponto forte. Diferente de casas feitas de materiais orgânicos, que se deterioram mais rápido, as casas trogloditas podem permanecer intactas por séculos, desde que não sejam expostas à erosão intensa ou à água em excesso.
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Apesar de suas vantagens, a construção de casas trogloditas exigia bastante esforço físico. Escavar rochas demandava tempo e força, e cada nova sala precisava ser cuidadosamente planejada para evitar desmoronamentos. Entretanto, com o passar do tempo e o surgimento de novos materiais, tecnologias e técnicas de construção, como as construções em alvenaria, aliado ao êxodo de pessoas para os centros urbanos, muitas casas e cidades foram abandonadas.
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É comum encontrar localidades com o termo ?nova? na frente, enquanto a antiga cidade é preservada como referência histórica. Hoje em dia, inclusive, muitas casas construídas há muito tempo são consideradas patrimônios históricos e ainda podem ser visitadas. Ainda assim, há muitas pessoas que continuam a habitar esse tipo de casa.
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Em resumo, as casas trogloditas são ótimos exemplos da engenharia antiga e da adaptação do ser humano ao ambiente, às suas necessidades e aos recursos disponíveis. Elas combinam proteção, durabilidade e eficiência. Hoje em dia, ainda são habitáveis e muitas também funcionam como pontos turísticos e até hotéis para turistas.
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