Fusos horários: o que são e quantos existem no mundo

Por Flipar

O Meridiano de Greenwich, localizado em Londres, é considerado o ponto de partida para a contagem dos fusos horários. A partir dele, estabeleceu-se o GMT (Hora Média de Greenwich) e, posteriormente, o UTC (Tempo Universal Coordenado), que são usados como referência mundial. A leste de Greenwich, as horas são adiantadas; a oeste, atrasadas, refletindo o movimento de rotação da Terra de oeste para leste.
Reprodução do Flickr Ivar Struthers
Os meridianos são linhas imaginárias que ligam os polos e dividem o planeta em faixas longitudinais. Cada faixa de 15 graus corresponde a uma hora, pois a Terra leva cerca de 24 horas para completar os 360 graus da rotação. Assim, todos os pontos dentro de um mesmo fuso recebem iluminação solar semelhante, justificando a padronização do horário.
Domínio Público/Wikimédia Commons
Para determinar o fuso horário de uma região, é necessário conhecer sua longitude em relação a Greenwich. Se a localidade está a leste, soma-se horas; se está a oeste, subtrai-se. Essa lógica simples permite calcular o horário em qualquer parte do mundo, considerando que cada 15 graus de longitude equivalem a uma hora de diferença.
Reprodução de Rede Social
O Brasil, por sua grande extensão territorial, possui quatro fusos horários oficiais. Em relação ao GMT, o país apresenta horários atrasados que variam de duas a cinco horas. Essa diversidade reflete a posição geográfica do território no hemisfério ocidental e mostra como a padronização é essencial para manter a organização interna e internacional.
Divulgação IBGE
Antes da criação dos fusos, cada cidade ajustava seu relógio conforme o sol local, o que gerava confusão em meio ao avanço das viagens e das comunicações. Em 1878, Sanford Fleming propôs a divisão do mundo em 24 faixas, e em 1884, na Conferência Internacional do Primeiro Meridiano, representantes de 25 países oficializaram Greenwich como referência. Tal marco consolidou o modo como entendemos o tempo.
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