Entre memória e política: a história da estátua de Tiradentes, no centro do Rio de Janeiro

Por Flipar

Em julho de 2021, as atividades legislativas foram transferidas para o Edifício Lúcio Costa e o Palácio Tiradentes, que foi tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), em 1993, passou a funcionar como centro cultural, com visitas guiadas e eventos.
Nikolof/Wikimédia Commons
A estátua de Tiradentes, por sua vez, integra um conjunto que reforça a imagem do personagem, que é homenageado anualmente em 21 de abril, data de sua morte, que é feriado nacional. Representado de forma solene e altiva, ele aparece como um símbolo de resistência contra o domínio colonial português.
Divulgação ALERJ
Com 4,5 metros de altura, a estátua de bronze foi esculpída por Francisco de Andrade (1893 - 1952), autor dos bustos de José Bonifácio e Benjamin Constant na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, na Cinelândia, e sua inauguração ocorreu em 1926.
Reprodução do Fundo Correio da Manhã/Arquivo Nacional.
Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (1746?1792), foi um militar (ocupou o cargo de alferes no Regimento Regular de Cavalaria de Minas Gerais), dentista e um dos líderes da Inconfidência Mineira, conspiração separatista conduzida pela elite socioeconômica de Minas Gerais. Logo após a Proclamação da República, em 1889, ele foi elevado a herói nacional e mártir pelo novo regime, que buscava novos símbolos.
Reprodução do Youtube Canal TV ALERJ

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