Terço, rosário, misbaha e japamala: o que são, quais as diferenças e como cada tradição usa essas contas de oração

Por Flipar

Já o terço representa apenas uma parte dessa oração completa. Ambos utilizam um cordão de contas que ajuda a marcar as repetições das preces. Essa prática tem origem antiga e está profundamente ligada à espiritualidade popular. Com o tempo, ganhou variações e diferentes formas de uso em diversas culturas.
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O terço, por sua vez, corresponde a apenas uma dessas partes do rosário. Ele reúne cinco dezenas de Ave-Marias e costuma ser rezado de forma mais rápida. Por ser mais simples e acessível no dia a dia, tornou-se a forma mais popular entre os fiéis. Muitas pessoas o utilizam como prática diária de devoção
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No catolicismo, tanto o terço quanto o rosário têm grande importância espiritual. Eles são vistos como instrumentos de meditação, fé e aproximação com Deus. Também são usados em momentos coletivos, como encontros religiosos, novenas e celebrações comunitárias. Além disso, fazem parte de tradições familiares e culturais em muitos países.
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No Anglicanismo existe o ?rosário anglicano? (ou Anglican prayer beads). Em vez de dezenas de Ave-Marias, o modelo costuma ter 33 contas, número simbólico ligado à idade de Jesus Cristo. As orações podem variar bastante, já que o anglicanismo permite mais flexibilidade na prática devocional.
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No islamismo, há o uso do misbaha, um cordão de contas para repetição de nomes de Deus. Ele costuma ter 33 ou 99 contas, associadas aos nomes de Deus no Islamismo. Seu uso ajuda na concentração e na disciplina espiritual. É comum em práticas individuais e também em momentos de devoção cotidiana.
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Assim como o terço, o misbaha funciona como um guia físico para a repetição das orações. A prática é conhecida como dhikr, que consiste na lembrança constante de Deus. Apesar das diferenças teológicas, há semelhança na função meditativa. O foco está na conexão espiritual por meio da repetição.
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No hinduísmo e no budismo, o japamala cumpre função parecida, auxiliando na concentração durante mantras. Geralmente possui 108 contas, número simbólico nessas culturas. Ele é utilizado para a repetição de mantras durante práticas meditativas. Seu objetivo é ajudar na concentração e no equilíbrio mental.
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Diferente do terço católico, o japamala está mais ligado à meditação do que à oração estruturada. Ainda assim, cumpre função semelhante ao organizar a repetição das palavras sagradas. Seu uso é comum tanto em práticas religiosas quanto espirituais. Ele também se tornou um símbolo cultural em várias partes do mundo.
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