Dez anos do impeachment: como a Câmara abriu caminho para a saída de Dilma Rousseff

Por Flipar

Ainda nos anos 1960, Dilma passou a integrar organizações de resistência à ditadura, como o COLINA (Comando de Libertação Nacional) e, posteriormente, a VAR-Palmares. Essas organizações defendiam a luta armada contra o regime autoritário, e sua atuação nesse período a colocou na mira da repressão estatal.
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Em 1970, foi presa por órgãos do regime e submetida a sessões de tortura, permanecendo encarcerada por quase três anos. Décadas depois, o próprio Estado brasileiro reconheceria oficialmente as torturas físicas e psicológicas sofridas por ela nesse período. Em 2025, a 6ª turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) determinou que a União indenize a ex-presidente em R$ 400 mil por danos morais em razão da perseguição a ela na ditadura.
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Após sair da prisão, Dilma reconstruiu sua vida no sul do país, estabelecendo-se em Porto Alegre. Formou-se em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e iniciou uma carreira voltada à gestão pública.
Reprodução do Instagram @dilmarousseff
Durante os anos 1980 e 1990, ocupou cargos relevantes em administrações municipais e estaduais, como secretária da Fazenda de Porto Alegre e secretária de Minas e Energia do Rio Grande do Sul. Nesse período, consolidou a imagem de uma gestora técnica, com forte atuação em planejamento e políticas energéticas.
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Sua projeção nacional começou a ganhar força no início dos anos 2000, quando se aproximou do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2003, assumiu o Ministério de Minas e Energia, em um momento estratégico para o país, marcado por debates sobre segurança energética e expansão da infraestrutura.
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Em 2005, Dilma foi nomeada ministra-chefe da Casa Civil, um dos cargos mais influentes do governo federal. À frente da pasta, passou a coordenar planos estratégicos, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que visava impulsionar investimentos em infraestrutura, habitação e energia.
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Após deixar a Presidência, Dilma permaneceu ativa na vida pública. Em 2018, concorreu ao Senado por Minas Gerais, mas não obteve êxito. Em 2023, voltou a ocupar um cargo de destaque no cenário internacional ao assumir a presidência do Novo Banco de Desenvolvimento, instituição financeira criada pelos países do bloco BRICS para financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável. Sua nomeação representou um retorno à atuação em posições estratégicas, agora em âmbito global.
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