Encontro com ‘gigante’: maior espécie de raia do mundo aparece no litoral paulista

Por Flipar

As raias, muitas vezes chamadas de arraias, são peixes cartilaginosos pertencentes à subclasse dos elasmobrânquios, o mesmo grupo dos tubarões, e chamam atenção pelo corpo achatado e pelas nadadeiras peitorais largas, que formam uma espécie de ?disco? adaptado à vida no fundo do mar.
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Distribuídas por todos os oceanos e também em ambientes de água doce, elas apresentam grande diversidade de formas, tamanhos e comportamentos, ocupando desde regiões costeiras rasas até áreas profundas.
Reprodução Instagram @teamecco
Do ponto de vista biológico, as raias não possuem ossos verdadeiros. O seu esqueleto é formado por cartilagem, o que lhes confere flexibilidade e leveza. Muitas espécies têm a boca e as brânquias posicionadas na parte inferior do corpo, uma adaptação que facilita a alimentação no fundo, onde se nutrem de pequenos peixes, moluscos e crustáceos.
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Outro aspecto marcante é o sistema sensorial altamente desenvolvido. Assim como os tubarões, as raias possuem órgãos especializados capazes de detectar campos elétricos gerados por outros animais, o que facilita a localização de presas mesmo quando estão escondidas sob a areia.
Arraia grávida - Imagem de Taken por Pixabay
Além disso, muitas espécies contam com ferrões venenosos na cauda, usados principalmente como mecanismo de defesa contra predadores, e não para ataque. Em geral, elas não são consideradas perigosas para os seres humanos: são animais dóceis, que evitam contato e usam seu ferrão apenas como mecanismo de defesa quando se sentem ameaçadas, normalmente em situações como um pisão acidental.
Arraia grávida - Imagem de Anthony por Pixabay
Ainda assim, acidentes podem ocorrer e, embora raros, com gravidade. O caso mais famoso é o do apresentador australiano Steve Irwin, conhecido como Caçador de Crocodilos, que morreu em 2006 após ser atingido no peito pelo ferrão de uma raia durante uma gravação submarina.
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Em 4 de setembro daquele ano, ele decidiu gravar uma cena nadando ao lado de uma arraia confiando que ela fugiria, um comportamento padrão da espécie. No entanto, a resposta da arraia ao se sentir ameaçada foi aplicar um letal golpe de ferrão no explorador.
Steve Irwin - Arraia grávida - Reprodução Youtube
O comportamento das raias varia bastante entre as espécies. Algumas são solitárias e discretas, permanecendo grande parte do tempo enterradas no fundo marinho. Outras, como as mantas, podem formar coletividades e demonstrar curiosidade em relação a mergulhadores.
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No ciclo reprodutivo, muitas raias apresentam fecundação interna e estratégias variadas de desenvolvimento dos filhotes. Há espécies ovíparas, que depositam ovos protegidos por cápsulas resistentes, e outras ovovivíparas, nas quais os embriões se desenvolvem dentro do corpo da fêmea até o nascimento. Esse ritmo reprodutivo, muitas vezes lento, torna várias espécies mais vulneráveis a impactos ambientais.
Arraia grávida - Imagem de Stefan Parnet por Pixabay
Entre as principais ameaças enfrentadas pelas raias estão a pesca excessiva, a degradação dos habitats costeiros e a poluição dos oceanos. De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza, diversas espécies estão classificadas em diferentes níveis de risco de extinção. A proteção desses animais passa por medidas como criação de áreas marinhas protegidas, regulamentação da pesca e incentivo à pesquisa científica.
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