Lagartas podem acabar com plantações e até causar queimaduras; conheça espécies e veja cuidados

Por Flipar

Entre as mais conhecidas está a lagarta-do-cartucho, da espécie Spodoptera frugiperda, uma das pragas agrícolas mais destrutivas do Brasil e de outras regiões tropicais. Ela ataca plantações de milho, arroz, sorgo e algodão, e pode causar prejuízos bilionários à agricultura. Seu nome popular vem do hábito de se esconder no interior das folhas enroladas das plantas jovens, onde devora o tecido vegetal protegida de predadores.
Wikimedia Commons/Ernani Zimmermann
Outra espécie amplamente conhecida é a lagarta-da-maçã, Cydia pomonella, responsável por danos significativos em pomares de maçã, pera e noz ao redor do mundo. Ao contrário da lagarta-do-cartucho, ela penetra diretamente no interior dos frutos, onde se alimenta da polpa e das sementes, tornando o produto impróprio para consumo.
Domínio Público
A coloração vibrante funciona como um aviso ? estratégia conhecida como aposematismo ?, e esse mecanismo de defesa se mantém mesmo após a metamorfose, na borboleta adulta. A lagarta-de-fogo, nome popular dado a diversas espécies de lagartas cobertas por cerdas urticantes, é outro exemplo de adaptação defensiva eficaz. O contato com seus espinhos pode provocar dor intensa, queimaduras e até distúrbios hemorrágicos, exigindo atendimento médico imediato.
Flickr José Roberto Peruca
Dentro de casa, a presença de lagartas costuma ocorrer por meio de plantas ornamentais, hortas domésticas ou entrada acidental por portas e janelas. Para lidar com a situação, o método mais seguro envolve evitar contato com as mãos nuas e utilizar luvas ou objetos para removê-las. No Brasil, a Lonomia obliqua, encontrada principalmente na região Sul do país, é considerada uma das mais perigosas do mundo.
José Felipe Batista/Comunicação Butantan
Seu contato com a pele humana pode causar reações que vão desde irritação local até quadros hemorrágicos graves, potencialmente fatais. As cerdas da Lonomia liberam substâncias anticoagulantes que interferem na capacidade do sangue de coagular, e casos de morte por contato com essa espécie já foram registrados no Brasil.
José Felipe Batista/Comunicação Butantan

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