Bicicletas elétricas e autopropelidos se expandem no Brasil e exigem adaptação urbana

Por Flipar

Essa diferenciação é crucial porque define as exigências legais para circulação. Bicicletas elétricas e autopropelidos que atendem aos critérios da legislação não precisam de registro, emplacamento e habilitação. Por outro lado, veículos mais potentes, que ultrapassam os limites estabelecidos, passam a ser considerados ciclomotores, categoria que exige carteira de habilitação, licenciamento e uso de equipamentos obrigatórios, como retrovisores e iluminação específica.
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Outro aspecto importante diz respeito à circulação. A legislação brasileira estabelece que bicicletas elétricas e autopropelidos devem transitar preferencialmente em ciclovias, ciclofaixas e acostamentos. Na ausência dessas estruturas, podem circular nas vias, desde que respeitem as regras de trânsito.
Reprodução de vídeo TV Globo
Em alguns casos, a circulação em calçadas é permitida, mas isso depende de regulamentação municipal e geralmente envolve limites de velocidade e prioridade absoluta ao pedestre. Essa autonomia dada aos municípios cria um cenário de padrão múltiplo no país, em que as regras podem variar significativamente de uma cidade para outra, gerando dúvidas entre usuários e desafios para a fiscalização.
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O crescimento desses veículos também está diretamente ligado à chamada ?micromobilidade?, conceito que engloba meios de transporte leves, individuais e voltados para trajetos curtos. Esse modelo tem sido incentivado em diversas partes do mundo como forma de reduzir a dependência de automóveis e melhorar a fluidez do trânsito.
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Além da praticidade, há um componente econômico relevante. Bicicletas elétricas e patinetes costumam ter custo de aquisição e manutenção mais baixos do que veículos motorizados tradicionais, além de não dependerem de combustíveis fósseis.
Tomaz Silva/Agência Brasil
Para trabalhadores que utilizam esses meios como ferramenta de renda, como entregadores e prestadores de serviços, isso representa uma economia significativa ao longo do tempo. Ademais, o crescimento do uso profissional intensifica a presença desses veículos nas ruas, tornando-os ainda mais visíveis no cotidiano urbano.
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Do ponto de vista ambiental, o impacto tende a ser positivo, especialmente quando esses veículos substituem o uso de carros em trajetos curtos. A redução de emissões de poluentes e de ruído é frequentemente apontada como um dos principais benefícios da micromobilidade elétrica. No entanto, especialistas também alertam para a necessidade de considerar o ciclo completo de produção e descarte de baterias, que ainda representa um desafio ambiental.
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